pteneofrdeites

Mais Populares

Artigo do Jornal: Jornal Junho 2016

       O campo de um homem rico produziu em abundância. Arrazoava consigo mesmo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos.

       E disse: Farei isto: demolirei os meus celeiros, construirei outros maiores e neles amontoarei toda a minha colheita e os meus bens. Então, direi à minha alma: Tens em depósito muitos bens para muitos anos. Descansa, come, bebe e regala-te!

       Mas Deus lhe disse: Insensato, nesta noite pedirão a tua alma, e o que amontoaste de quem será? Assim acontece a quem entesoura para si e não é rico relativamente a Deus.

         Jesus aborda aqui um dos seus temas prediletos: As riquezas ou, mais exatamente, a preocupação com os bens materiais em detrimento dos bens espirituais. A ilusão sobrepondo-se à realidade. O transitório ao permanente.

       Para muitos a visão da vida não vai além dos horizontes humanos. Sabem que a morte é a única certeza da vida. Em alguns anos ou algumas décadas, todos retornaremos ao Além. No entanto, agem como se devessem estagiar na carne indefinidamente. Por isso, envolvem-se em demasia com valores efêmeros.

       Jesus recomenda que sejamos ricos diante de Deus, uma riqueza formada de valores imperecíveis. A virtude e a sabedoria, que conquistamos com o aprimoramento espiritual e intelectual, constituem bens inalienáveis que nos favorecerão onde estivermos.

       Isto não significa que devamos ser pobres diante dos homens. Não é pecado ter dinheiro. Podemos melhorar nosso padrão de vida, desfrutar de conforto, desde que observemos dois princípios fundamentais: Honestidade e desprendimento.

       Nossas iniciativas envolvem pessoas que nos compete respeitar. Cobramos o preço justo por nossos serviços? Remuneramos adequadamente nossos funcionários? Vendemos nosso produto sem explorar o comprador ou lesá-lo em sua boa-fé? Agimos com justiça em nossas transações?

       Diz eufórico o empresário: Fiz um excelente negócio! Comprei um imóvel por um quarto do valor de mercado. O proprietário estava com a corda no pescoço.

       Ótima compra, sob o ponto de vista humano. Uma desonestidade perante Deus. Não pagou o preço justo. Aproveitou-se da infelicidade alheia.

       Por outro lado, não podemos esquecer que detemos os bens materiais em caráter precário. Não nos pertencem. Deles prestaremos contas a Deus. Por isso, podemos nos dar muito bem ou muito mal com nosso dinheiro.

       Se o usamos para ajudar e amparar os menos afortunados, estaremos construindo um futuro de bênçãos. Se, porém, nos apegamos, estaremos apenas cristalizando tendências à usura e à ambição, que resultarão em amargos desenganos quando formos chamados a prestar contas de nossa existência.

       Oportuno lembrar a história daquele homem que foi convocado ao tribunal. Preocupado, procurou um amigo.

        Sinto muito, mas não posso acompanhá-lo. O juiz é severo. Não me dou bem com ele.

       Apelou para outro: Vou com você até a porta do tribunal.  Ficarei torcendo, do lado de fora…

       O terceiro amigo agiu diferente: Sem problema! Estarei presente. Serei seu defensor, farei valer seus direitos!

       Traduzindo: O tribunal a morte. Todos seremos convocados um dia. O juiz consciência. Avaliará com absoluta imparcialidade nossas ações.

       O primeiro amigo os bens materiais. Úteis na Terra. Nada significam no Além. O segundo amigo a família. Fica conosco até o instante final, mas não nos acompanha. Apenas torce por nós. O terceiro amigo as boas ações. Entrará conosco. Fará valer os nossos direitos. Assegurará futuro tranquilo e feliz para nós.

       Grande amigo! Não o percamos de vista! A seu lado estaremos sempre bem, na Terra ou no Além!

Compartilhar

Vídeos

Mala direta

Deixe seu nome e email e receba nossas mensagens gratuitamente em seu email.
Nome*
O nome é necessário!

E-mail*
Email inválido!

Login

Topo Cron Job Iniciado