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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2015

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

Bullying, termo inglês que significa implicar, maltratar, brutalizar descreve o ato de violência física ou psicológica intencionais e repetitivas contra um indivíduo ou um grupo.

Nas escolas, o bullying cresce vertiginosamente e, segundo relatos dos profissionais de educação, já toma lugar à frente das drogas, causando grandes transtornos as vítimas dessa brutalização.

Como fatores mais frequentes para essa conduta, podemos mencionar: insegurança, desejo de chamar a atenção sobre si mesmo, busca de poder no grupo a que pertence, segregação racial e social, dentre outros motivos.

O espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier nos alerta: “Muitas vezes, o agressor é apenas um doente, mais necessitado de medicina do que de punição”.

A palavra espiritual é altamente esclarecedora. A ausência de crenças e de valores voltados para o cultivo do espírito, falta de limites e de educação moral, valorização demasiada das coisas materiais, desencadeia no jovem ou na criança dotada de tais atitudes de desregramento, o papel do vilão agressor, daquele que precisa ofender, humilhar para se sentir melhor ou em condição superior aos demais.

O cyberbullying envolve o uso de tecnologias da informação e da comunicação. As agressões são feitas através de e-mails, celulares, mensagens instantâneas, salas de bate-papo, sites difamatórios, enquetes pessoais com fins pejorativos colocados online, produzidos individualmente ou em grupos, causando muitas vezes danos irreversíveis como nos mostra o numero de suicídios de jovens que não tiveram oportunidade de receber ajuda através de grupos de apoio.

As redes sociais são um ambiente propício à prática desastrosa do bullying digital. Muitas pessoas a fim de buscar uma maior inserção em um determinado grupo, de adquirir um “sentimento de pertença”, acabam se expondo mais do que deveriam, fragilizando sentimentos e emoções que muitas vezes inviabilizam os mecanismos de reação e/ou defesa por parte das vítimas, ainda mais se tratando de jovens ou adolescentes.

Bastante divulgado nas redes sociais, o caso da adolescente canadense Amanda Todd, de 15 anos de idade, chocou a opinião pública. A jovem cometeu suicídio depois de publicar um vídeo pedindo ajuda e denunciando que estava sendo vítima de cyberbullying no Facebook.

No estado do Colorado, Estados Unidos, no ano de 1999, dois de seus ex-alunos invadiram uma escola matando colegas e professores contabilizando um total de 23 feridos.

Em Realengo, Zona Oeste Carioca, um jovem atirou em vários alunos da escola onde havia estudado, para se vingar dos maus tratos sofridos enquanto estudante, gerando uma situação lamentável.

Jovem, tudo começa em nós. Como viajantes do bem a caminho da luz, busquemos como valores maiores o bom senso e a compaixão, a retidão de atitudes e a firmeza de caráter, que não esperam recompensa, mas cuja grandeza está em bastar-se a si mesmo.

Estejamos atentos! Oremos pelos desregrados sociais mas, acima de tudo, eduquemos a nós mesmos, a fim de pacificarmos a nossa convivência interpessoal.

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