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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2015

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

No segundo domingo de maio, quando comemoramos o Dia das Mães, assisti na TV uma homenagem feita a uma mulher que, tendo dez filhos e trabalhando como doméstica, jamais deixou que os filhos passassem por nenhum tipo de necessidade.

Diz uma das filhas emocionada e com olhos marejados: - Minha mãe, muitas vezes deixava de se alimentar para que não faltasse para nós o alimento. 

Rapazes e moças, todos eles jovens ainda, desfilaram ante nossos olhos, um relato emocionado de como, apesar das dificuldades, todos reconheciam a importância de terem uma família e de se ajudarem mutuamente, apoiados pelo valoroso exemplo da mãe, que se casou ainda muito jovem e cedo foi abandonada pelo companheiro, sabendo desempenhar com sucesso suas aspirações maternais.

No mesmo programa, assisto a seguir, jovens mães adolescentes que, iniciando vida sexual precocemente, estão prestes a se tornar mães, mas nesse caso, sem nenhum preparo para o desempenho dessa sublime missão que é cuidar de outro ser com todo o envolvimento de que a tarefa necessita.

As estatísticas nos mostram dados cada vez mais alarmantes. Meninas entre 11 e 15 anos se tornam mães, carregando no ventre, assim como na mente, a imaturidade dessa nova responsabilidade.

O despreparo leva ao aborto. No campo psicológico, são comuns os processos depressivos de que são vítimas as mulheres que se submeteram à eliminação da gestação indesejada.

Nos consultórios psicológicos e mesmo nos atendimentos fraternos de nossas Casas Espíritas, muitas são as mulheres que, apresentando sensação de vazio interior, mesclada a um imenso sentimento de culpa, apresentam doenças psicossomáticas e uma acentuada baixa de vibração interior e autoestima.

No Brasil, como o aborto é permitido quando a gravidez é de alto risco, o feto é anencéfalo ou para vítimas de violência sexual, muitas mulheres, jovens e adolescentes, segundo relatos de profissionais da área médica, alegam ter sido vítimas de estupro ou similar e, amparadas pela lei, abdicam do sublime direito de gerar e educar um filho, independente das circunstâncias em que o feto foi gerado.

O maior direito do ser humano é a vida e os espíritos são categóricos ao responder a Allan Kardec, na questão 880 de O Livro dos Espíritos: “Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?”.

“O de viver”, responderam eles. Ninguém tem o direito de atentar contra vida do seu semelhante, nem de comprometer-lhe a existência corporal.

No livro Mandato de Amor, sobre o aborto, Chico Xavier tem uma opinião objetiva sobre o assunto: “O aborto é sempre lamentável porque se já estamos na Terra com elementos anticoncepcionais de aplicação suave, compreensível e humanitária, porque é que havemos de criar a matança de crianças indefesas, com absoluta impunidade, entre as paredes de nossas casas?”.

Importante também são as colocações de Madre Teresa de Calcutá quando afirma: “Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança direta de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe”. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como é que nós podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?

Fica o convite à nossa reflexão.

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