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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2015

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

Em nosso trabalho junto aos jovens, todos os momentos são oportunidades de muito aprendizado. Talvez seja por isso que eu ame tanto trabalhar com eles, não só divulgando Doutrina Espírita mas também atuando profissionalmente como educadora. E entre tantas descobertas e questionamentos, entre tantos jovens que nos chegam desajustados, sonolentos, briguentos, ansiosos, descolados, a resposta é única, quando perguntados sobre suas aspirações. Eu? Eu só quero ser feliz!

Sempre volto para casa com a cabeça fervilhando de emoções e pensamentos ansiosos e desencontrados: de que tipo de felicidade eles estão falando?

Imersa em minhas conjecturas, tento encontrar um conceito de felicidade. Ser feliz é comprar um carro novo, estudar em uma Faculdade no exterior, ter dinheiro para comprar tudo o que quisermos, boas roupas, boa comida, muito dinheiro em nossa conta bancária? Ou a nossa felicidade está atrelada ao futuro? Algo que é projetado e que um dia, quem sabe, poderá ser alcançado?

Mas, se a felicidade está ligada ao futuro, como apreciar o momento que passa, o que temos, o que somos, o que realizamos, as pessoas que estão ao nosso lado e tentam nos fazer felizes?

A verdade é que somos eternos insatisfeitos. Se desejamos comprar um carro, quando conseguimos adquirir o carro e começamos a utilizá-lo, passamos a desejar ter um outro carro maior, mais confortável, mais econômico, e nisso passa a residir a nossa felicidade.

Assim é com todas as coisas materiais que almejamos. Hoje eu quero isso, amanhã eu quero aquilo, Estamos sempre desejando mais e mais, na ânsia de satisfazer nossos mais profundos desejos. E sonhamos sempre com algo que ainda não conseguimos obter.

Só quando aprendermos que a felicidade não está essencialmente em ter coisas, mas em ser alguém que compreenda essa busca, dosando as nossas necessidades, saberemos dar ao que temos o seu devido valor.

Lembro-me de uma historinha que ouvia desde criança: Um menino reclamava com Deus por ter só um só sapato, até que se deparou com um homem que não tinha pés!

Talvez seja esse o segredo da felicidade! Nos contentar com o que temos, com o que possuímos, e mesmo assim saber sorrir, saber amar, lutar por nossos desejos dia após dia.

Quando pudermos entender que só o fato de acordar todos os dias, para vivenciar novas experiências, já pode nos fazer felizes, estarmos com saúde, estudando, trabalhando, ajudando a outras pessoas a serem felizes também, aí nossa felicidade será proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

Os jovens têm um importante papel social dentro desse contexto. São dinâmicos, empreendedores, sociáveis e, na luta pelas conquistas materiais, podem sentir mas também transmitir ao mundo a vitalidade do bem, a ternura do momento, a essência de um futuro a ser construído em bases sólidas. Ainda mais o jovem espírita, que já sabe de onde vem, onde está, para onde vai.

Ao terminar esse texto, me sentindo feliz e esperançosa, me apoio nas palavras de Joanna de Ângelis: Que Deus abençoe a Juventude!

Os jovens são as primeiras luzes do amanhecer do futuro!

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