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Reconcilia-te já!

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“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz te entregue ao oficial de

justiça, e te encerrem na prisão.” Jesus (Mateus, 5:25)

 

Esta passagem evangélica é de profunda beleza e também rica em conhecimentos, remetendo-nos a análises e reflexões importantes. A nossa proposta, em um primeiro momento, é identificar fundamentos da Doutrina Espírita preciosos, e também aqui destacá-los. Encontraremos nas estruturas das palavras do nosso Doce Rabi, nas suas entrelinhas, profundos conceitos revelados pelos Espíritos a Allan Kardec.

Refere-se Jesus ao caminho a ser percorrido com o nosso semelhante. Caminho este que podemos identificá-lo como sendo a programação espiritual que todos nós espíritos imortais estamos sujeitos na Lei de Reencarnação até o processo de iluminação, purificação completa do espírito. Este “caminho” significa a jornada, as experiências, conjunto de provas e expiações que escolhemos (Q. 258 em O Livro dos Espíritos) como forma de evolução do espírito. E para que esta jornada se concretize necessário se faz a presença do nosso semelhante, pois ninguém evolui sozinho ou isolado. Nas entrelinhas fica claro que esta convivência deve ser pautada na harmonia, fraternidade e benevolência.

 

A Caridade Como Assim Compreendia o Mestre Jesus

Em seguida o Mestre Jesus nos alerta para a necessidade da compreensão e da vivência em harmonia, conseguidas através da indulgência e da benevolência (Q. 886 em O Livro dos Espíritos) para com o próximo. É o conceito de caridade implícito no texto sagrado. O ser humano é um ser social por natureza, precisando de companhia para desenvolver suas experiências. E nesse contexto, nem sempre, com este companheiro de jornada, teremos uma afinidade. Muito pelo contrário, muitas vezes vamos reencontrar em nossos lares, antigos desafetos de outras vidas. Relata Emmanuel em o livro Pão Nosso, que a palavra do Senhor “concilia-te” equivale ao mesmo que “faze tua parte”, ou seja, colabora para a harmonia, busca a compreensão, sem cobrar nada do teu semelhante. Informa ainda o benfeitor que devemos nos empenhar em fazer o máximo de bem possível e nos consola dizendo que “se o adversário te desdenha os bons desejos, reconcilia-te com a própria consciência”. Assim, não esperemos nada em retribuição, ou consideração do semelhante. Temos o dever em agir para com o ele, da mesma maneira como gostaríamos que agisse para conosco, como bem asseverou nosso Mestre Jesus, quando resumiu todas as leis à apenas esta: “Ama a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo”. De acordo com a compreensão que temos do Evangelho e da Doutrina dos Espíritos, chegaremos a conclusão que “adversários”, “inimigos”, só existem do ponto vista material, momentâneo e ilusório, causados pela falta de compreensão das Leis Divinas, e que em verdade, todos nós desfrutaremos de um amor sublime e universal uns para com outros como verdadeiros irmãos.

 

O Tribunal das Penas Futuras

Entretanto, podemos abortar ou desistir da programação para a qual fomos confiados. Havendo deserção da experiência, seja qual for o motivo, registraremos este ato e enquanto não for retomado, reiniciado, seja na mesma ou em outra vida, este acontecimento nos “martelará” a consciência. O nosso juiz neste caso, amigo leitor, será a nossa própria consciência culpada pelo falta cometida. Enquanto não repararmos o ato falho, este detalhe nos manterá “encarcerados”, ou seja, nossa consciência nos alertando para a obra inacabada, para compromisso que devemos concluir. Daí recai a Lei de Causa e Efeito, Ação e Reação, pois o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória. Neste sentido leitor querido, a cada um de nós será dado segundo nossas obras!

 

Notas bibliográficas

- Kardec, Allan, 1804-1869. Código penal da vida futura. O Céu e o Inferno, ou, A Justiça Divina Segundo o Espiritismo / Allan Kardec; tradução de Albertina Escuderio Seco. – 2. ed. – Rio de Janeiro: CELD, 2011.

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Livro dos Espíritos / Allan Kardec; tradução de Guillon Ribeiro. – 14. ed. – Rio de Janeiro: FEB, 2007.

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Evangelho Segundo o Espiritismo / Allan Kardec; tradução de Guillon Ribeiro. – 25. ed. – Rio de Janeiro: FEB, 2012.

- Emmanuel (Espírito). Conciliação. Pão Nosso / pelo Espírito Emmanuel; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – 1. ed.– Rio de Janeiro: FEB, 1950.

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