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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2015

O mundo civilizado acompanha surpreendido e horrorizado os conflitos bélicos no mundo árabe, sustentados por organizações terroristas que pretendem criar um imenso estado islâmico regido pela Sharia, um conjunto de leis inspiradas no Alcorão.

Seria uma Teocracia, um sistema de  em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas da  oficial.

O problema é que nenhuma teocracia inspira-se nos ideais legítimos de fraternidade que estão no cerne das religiões, inclusive no próprio Islamismo.

Essas equivocadas lideranças apenas usam a religião para atrair simpatizantes para sua causa e abusam da violência, matando e oprimindo opositores.

Representantes respeitáveis do Islamismo vêm combatendo veementemente essas iniciativas, que não têm nada a ver com o Alcorão, da mesma forma que as Cruzadas e o tribunais inquisitoriais, que mataram e roubaram milhões de pessoas em nome de Jesus, não tinham nada a ver com o Evangelho.

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Para esses equivocados líderes, os fins justificam os meios. Por isso matam, estupram, escravizam, apavoram, semeiam a destruição e o terror sob a alegação de que depois teremos um paraíso na Terra.

Presos a impulsos primitivos de animalidade, permanecem em estágios primários de evolução moral. Por isso não entendem que o fim será sempre o resultado do que anda pelo meio.

A violência gratuita, com a matança indiscriminada de inocentes, fatalmente gerará sociedades violentas, marcadas pela injustiça social.

A história é repleta de exemplos dessa natureza, a partir do próprio Cristianismo.

Na Idade Média, desviados da pureza da mensagem evangélica, líderes cristãos pretenderam fazer do mundo um imenso estado teocrático cristão, usando, para tanto, de meios nada evangélicos, como as Cruzadas, guerras de conquista, e os tribunais inquisitoriais, antros de juízes impiedosos, que roubavam e condenavam à fogueira em nome de Deus.

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Gandhi, em sua imensa sabedoria, explicava: não há caminho para a paz; a paz é o caminho.

Enquanto países e indivíduos não estiverem dispostos a comparecer às mesas de negociação de espírito desarmado, o mundo não terá paz.

Isso vale tanto no sentido coletivo quanto individual. Como ensinava Jesus, o Reino de Deus não será instalado na Terra por decreto divino. Compete instalá-lo primeiro em nosso próprio coração para que depois estenda-se ao nosso redor, tendo a paz por caminho, não a guerra.

Por isso Allan Kardec proclamava que fora da caridade não há salvação, nem para o nosso mundo, nem para nós mesmos.

A caridade, que é o amor em movimento, jamais compactua com a violência e o crime, aplainando os caminhos para Deus.

Enquanto os fundamentalistas árabes, empenhados numa guerra para eles santa, sem perceber que é inspirada pelas forças das sombras, não perceberem isso, continuaremos a presenciar esses espetáculos de violência próprios dos brutos das cavernas.

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