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Reforma íntima na prática

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Muitos companheiros recém-chegados à Doutrina Espírita, encantam-se pelas nobres aspirações espíritas, pela sabedoria dos mentores, a vasteza bibliográfica, trazem a si novas perspectivas proporcionadas pela esperança libertadora espírita e vislumbram, rapidamente, a possibilidade de encaminharem a respectiva felicidade.

Contudo, o adquirir da cultura espírita é a mais fácil das etapas, o grande desafio reside em assimilá-la espiritualmente, na prática cotidiana, nas ações profissionais e familiares, quando existem os observadores e críticos contumazes, nos momentos de dúvidas existenciais, ou ainda nos instantes onde a tristeza e insegurança invadem a alma.

Diante das tormentas e desafios, os conceitos devem vir à tona de forma cíclica e persistente, como ondas que alcançam a praia. Naturalmente, quanto mais claros e associados ao cotidiano os conceitos espíritas se encontrarem, maior o alcance da compreensão e melhores serão os resultados.

A reforma íntima, por exemplo, dentre as expressões espíritas de maior repetição, leva a dúvida de muitos: Quando operá-la? Como identificar os momentos de aplicação preventiva? Qual a medida de percepção de avanços? É necessário entendê-la de forma prática e cotidiana, clara e identificada com a vida.

De forma bem didática, a reforma íntima é uma troca, quando optamos em sacrificar um prazer momentâneo e imediato, em favor de um bem maior a longo prazo. Reforma íntima, é quando entendemos que aquela satisfação, em nossas mãos, não é a melhor escolha e decidimos aboli-la de nossas vidas, visando a felicidade futura.

Seguem alguns exemplos didáticos, apenas para fins de entendimento.

  • Quando decidimos fazer uma dieta calórica, entendemos que a saúde física associada a aparência carecem de uma atenção maior. Contudo, se continuamos a atender aos prazeres da gula, que se apresentam no momento, em detrimento aos objetivos futuros, certamente o bem maior, saúde e aparência, não será alcançado.
  • Se optamos por parar de fumar, visando eliminar problemas futuros, no entanto, atendemos ao convite do cigarro, como forma de relaxamento químico ou sanar uma ansiedade, definitivamente sacrificaremos o bem maior da saúde, por um prazer de curto prazo.

De uma forma bem superficial, os exemplos acima fazem-nos avançar no entendimento da reforma íntima na prática, contudo os desafios são bem maiores.

  • No trânsito, trabalho ou no lar: Podemos optar pela ofensa por aquele irmão desequilibrado e ansioso, criando uma falsa sensação de “alívio” (prazer imediato). Entretanto, tal “palavrão”, irá repercutir nas sutis fibras da alma, promovendo a desarmonia no espírito a qual gerará o distúrbio ansioso a desencadear a reclamação, geradora do pessimismo e derivados, levando a psicopatias mais graves. Tais consequências, longas e graves, se apresentam simplesmente por que não aderimos ao programa libertador íntimo, por não entendermos que tais “escapadelas” e permissividades para com os respectivos erros, trazem, sim, o fracasso espiritual. É necessário o perdão imediato, relevar o irmão desarvorado, desejando-lhe que as dificuldades que o assessoram sejam dissipadas, orando.

O exemplo acima, pode ser aplicado em diversos outros instantes da vida: Perante a ofensa, a discórdia, a picuinha, implicância, provocações, quando nos sentirmos convidados a maledicência perante o irmão que nos atinge, diante de pormenores sem importância etc.

A resposta aos males da vida, e grande companheira da reforma íntima, são a perseverança e o perdão. A perseverança irá nos lembrar diariamente de que é necessário resistir às investidas do imediatismo, diante das tentações de curto prazo. Ao passo que o perdão será o suporte da perseverança, quando a ira, a intolerância ou a ansiedade desejarem apresentar-se em nossas vidas.

Quando escolhemos o perdão, praticamos a reforma íntima na sua essência, pois decidimos trocar o falso prazer momentâneo da investida violenta ou a vingança contra o próximo pela paz de espírito futura. Escolhemos perdoar ao ofensor, agressor, adversário do momento, em prol do equilíbrio, libertando-nos das culpas por atos irresponsáveis, cruéis ou intolerantes, os quais trazem os traumas e mágoas, além de não desenvolverem o ser psicológico, o qual conduz a maturidade do espírito e a saúde integral. As escolhas infelizes, ao contrário, desenvolvem no ser espiritual as conhecidas doenças da alma: Ansiedade e melancolia, as quais levam as graves consequências, tais como síndrome do pânico, Alzheimer e depressão.

Tudo isto por optarmos ao não perdão , a favor do imediatismo, e em detrimento a felicidade futura, postergando para as próximas vidas, sob consequências desconhecidas, a escalada espiritual através da reforma íntima.

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