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Tolerância zero - Cap. VIII - Festejar o Natal com grandes bebedeiras, muita comida e quase nenhum espírito cristão

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O Natal é chamado de A Festa Magna da Cristandade, porque nele se festeja a suposta data do nascimento de Jesus. Em nossa cultura, as festas de aniversário, em geral, mesmo entre pessoas pobres, é marcada pela fartura de bebida e comida. Nestes casos, associam-se os prazeres da mesa com a alegria que se deve sentir naquele momento. O mesmo acontece quando se festeja o Natal, aniversário do Cristo. Vinho, cerveja, frutas das mais diversas qualidades; carnes; acompanhamentos de arroz e batata; além de frutas tradicionais europeias, como as avelãs, nozes, uvas passas, entre outras, completam a mesa do jantar.

A primeira pergunta que se faz é se, nesta noite, o aniversariante é lembrado ou não. Na maioria dos casos não, pois as pessoas se concentram na festa e na alegria, não se fixando no sentido maior daquele dia.

Uma outra pergunta, esta, de fato, bastante hipotética, é perguntar como Jesus sentir-se-ia com este tipo de homenagem? Há uma passagem do Evangelho que vale a pena reproduzir aqui:

 

“...pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e viestes me ver”. Então os justos lhe responderão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te alimentamos? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos forasteiro e te recolhemos, ou nu e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso e fomos te ver?” Ao que lhes respondeu o rei: “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses pequeninos, é a mim que o fizestes”. (Mt. XXV: 35- 41)

Como esta passagem indica claramente, Jesus não precisa de festas nem das homenagens nossas, principalmente as do tipo material. O que lhe agradaria seria o atendimento ao nosso próximo desvalido, sofrido, desamparado. Conheço um homem que não costuma festejar o Natal da maneira tradicional sem antes colocar no seu automóvel uma farta ceia que ele leva aos moradores de rua. É provável que a maioria de nós não tenha condições para fazer o que este homem faz, entretanto, alguma coisa diferente pode ser feita, como:

  • Diminuir sensivelmente a quantidade de comida e bebida que muitas vezes estraga pela fartura.
  • Promover, no dia de Natal, antes da ceia, o culto do Evangelho no lar.
  • Selecionar os tipos de música ambiente, que se deve tocar nesta noite. Convidar, se possível, empregados domésticos para passar o Natal em nossa casa.
  • Comprar alguns presentes que não precisam ser caros para no dia de Natal, levar a um orfanato de nossa livre escolha.
  • Se possível, no dia de Natal, confraternizar-se com a vizinhança, pelo menos os vizinhos mais chegados.

Todas essas medidas e algumas outras que se podem imaginar e criar, mas que reforcem a ideia do Natal e do Espírito Cristão devem ser feitas, se desejarmos viver um Natal com mais fraternidade e mais amor, voltado mais às coisas do espírito do que aos prazeres do baixo ventre.

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