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A verdadeira cegueira

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“Então, Jesus, parando, mandou que lho trouxessem; e, chegando ele, perguntou-lhe, dizendo: Que queres que te faça? E ele disse: Senhor, que eu veja. E Jesus lhe disse: Vê; a tua fé te salvou. E logo viu, e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus.

(Marcos, X: 46 a 52)

 

Narra o evangelista Marcos, que o Mestre Jesus e seus discípulos, quando saíam de Jericó, tiveram a presença notada pelo o cego Bartimeu. Este, sentado na beira do caminho estava a pedir esmola e ajuda, quando a ouvir que se tratava do Mestre Jesus, o Nazareno, começou a gritar pedindo misericórdia ao Senhor. Neste momento, muitos que ali estavam, repreenderam a Bartimeu, que quanto mais era repreendido, mais alto gritava. O Doce Rabi ao notar a presença de Bartimeu mandou lhe chamar. Foi então que o Mestre lhe perguntou: “Que queres que Eu faça?” O cego então lhe disse: “Rabbuni (Meu Mestre), que eu volte a ver”. Jesus então restabelece a visão de Bartimeu lhe afirmando que a sua fé o tinha curado.

 

O Médico Jesus

A passagem narrada acima retrata uma das curas praticadas pelo Mestre enquanto permaneceu entre nós. Elenca o insigne codificador em o livro A Gênese, capítulo XV, outros feitos do Mestre tidos como “milagres” e demais curas praticadas pelo Nazareno. Querido leitor, lembremos aqui que o Mestre, quando da criação do planeta Terra, há mais de 4 bilhões de anos, já era um espírito Cristo, ou seja, espírito que não sofre nenhuma influência da matéria, possuidor de superioridade moral e intelectual absoluta, conforme informam os espíritos a Allan Kardec em O Livro dos Espíritos (item 112).

Devemos ressaltar também que Jesus foi o Divino Escultor, colaborando ativamente na constituição e organização material do planeta. Como nenhum outro, Jesus, através de seu magnetismo, manipulava os fluidos de acordo com a sua vontade, para assim atingir seus objetivos e curas sempre em acordo com a vontade Divina. Evidenciamos que conforme suas próprias palavras, Ele não veio destruir a Lei, mas sim cumpri-la (Mateus, V: 17 e 18). Logo, todos os feitos praticados pelo Mestre tinham total ressonância nas Leis Divinas, ou seja, tinham a permissão de Deus para tal, e não interferiram na Lei de Causa e Efeito.

Podemos afirmar que todos os “milagres” possuem explicação nos fenômenos da natureza, não derrogando as leis naturais. Concluindo, todos os beneficiados por Jesus possuíam merecimento para tal. Poderiam ser provas e expiações que tinham atingido seus objetivos, ou então oportunidades para lições morais que chegavam ao término. Bartimeu era mais um que se enquadrava nestas hipóteses.

 

Quem tem olhos de ver, que veja

Amigo leitor, muitas vezes buscamos a cura para nossos males do organismo físico, pedindo através da oração para que os benfeitores espirituais intercedam a nosso favor junto ao Mestre Jesus ou até mesmo diretamente a Deus, para que nossa saúde seja restabelecida. Bartimeu era cego dos olhos do corpo físico, entretanto ao ter a visão restabelecida, seguiu Jesus buscando também “enxergar” com os olhos do espírito, melhorar sua visão espiritual e sair das trevas em que vivia.

Muitos de nós possuem uma visão do organismo material extraordinária, privilegiada, entretanto, podemos utilizá-la de forma inadequada ou então continuamos mergulhados na cegueira moral e espiritual. Ressaltamos nesta passagem que o cego Bartimeu teve a iniciativa em procurar Jesus, e Jesus estava à disposição. Bartimeu foi atrás do seu objetivo movido pela sua fé no Mestre e mesmo assim foi indagado do seu desejo. Será que o Mestre não sabia quem era e o que precisava Bartimeu? Evidentemente que Jesus conhecia e nos conhece, também todas as nossas reais necessidades. Porém, nós é que muitas vezes não as conhecemos e quando sim, não buscamos a saída com fé e perseverança.

Bartimeu sabia o que queria e não teve medo, vergonha, ou se sentiu retraído pelos demais para chegar até o Mestre e pedir para enxergar. Muitas vezes nós nos intimidamos ou receamos diante das dificuldades, bloqueamos nossas faculdades pele desânimo, sentimos vergonha em expor nossos problemas. Porém, devemos agir como Bartimeu e identificar nossas reais necessidades, “porque todo aquele que pede, recebe, e o que procura, encontra, e se abrirá àquele que bate à porta”, e buscar também através do esclarecimento Cristão Espírita a luz para nossa cegueira espiritual.

Notas Bibliográficas

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Evangelho Segundo o Espiritismo / Allan Kardec; tradução de Albertina Escudeiro Sêco. – 5. ed. – Rio de Janeiro: CELD, 2010.

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Livro dos Espíritos / Allan Kardec; tradução de Maria Lúcia Alcantara de Carvalho. – 2. ed. – Rio de Janeiro: CELD, 2011.

- Kardec, Allan, 1804-1869. A Gênese / Allan Kardec; tradução de Guillon Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro: FEB, 2011.

- Dias, Haroldo Dutra. Mateus, capítulo 20, O Novo Testamento / tradução de Haroldo Dutra Dias. – 1. ed. 2. imp. – Brasília: FEB, 2013.

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