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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2015

Muita gente costuma usar a expressão popular: deixei de ser branco para ser franco. E sai por aí a agredir verbalmente as pessoas em nome de sua pretensa franqueza. Certa vez ouvi uma mulher dizer assim para uma outra: “Você precisa deixar de ser idiota e além de idiota, cega. Não vê que o seu marido não presta?”

Esta pessoa pode estar certa com respeito à critica feita a sua amiga, o seu erro está no modo de falar. Muitas vezes as pessoas usam nesses casos argumentos como: “falei com ele assim porque é meu amigo” ou “com fulano temos de ser duro com carinho não vai”. Estas alegações não são verdadeiras porque os amigos também se ofendem e se magoam. Além disso, expressões como ser duro ou ser severo com os erros dos outros é muito fácil, mas com os nossos próprios erros é bem mais difícil.

Voltando ao como falar sugerimos ao leitor que gosta de franqueza se valer de eufemismos como:

  • “Você é um mentiroso” por “você está faltando com a verdade”.
  • “Você é um cabeça dura” por “você é uma pessoa insistente”.
  • “Seu marido é um alcoólatra” por “seu marido é dependente de álcool”.
  • “Seu filho é um retardado mental” por “seu filho possui necessidades especiais”.
  • “Você é muito guloso” por “você é um bom garfo”.
  • “Aquele homem é um catador de lixo” por “aquele homem colhe material reciclável”.
  • “Seu pai não é aquele velho?” por “seu pai não é aquela pessoa idosa?”
  • “Puxa, você está ficando careca” por “puxa, você está ficando calvo”.
  • “Isso é uma patriotada de sua parte” por “isso é uma atitude ufanista”.
  • “Você está maluco” por “você está fora de seu juízo normal”.
  • “Aquele prefeito é corrupto” por “aquele homem não possui uma conduta correta na gestão da coisa pública”.
  • “Você é fanático” por “você tem excessivo zelo religioso”.
  • “Tenho um vizinho ladrão” por “tenho um vizinho que é amigo do alheio”.
  • “Aquela mulher possui lepra” por “aquela mulher sofre do mal de Hansen”.
  • “Paulo é louco por livros” por “Paulo é bibliófilo”.
  • “Lixeiro” por “funcionário da limpeza pública”.
  • “Caxias” por “patriota”.

O uso de eufemismo abranda as expressões mais fortes e diminui a possibilidade de conflitos. Não devemos olvidar o fato de que existem palavras semanticamente carregadas positiva ou negativamente e essas palavras devem ser usadas com cuidado.

Assim, não devemos, em nome da franqueza, usar expressões negativas pejorativas e ofensivas, uma vez que ser franco é diferente de ser agressivo. Ser franco significa dizer a verdade, não ficar “em cima do muro” e seguir o conselho de Jesus: “Seja a sua palavra sim, sim, não, não” e isso pode ser feito com delicadeza sem a necessidade de agressão.

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