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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2015

Sobre o autor

Djalma Santos

Djalma Santos

“A vida é um eterno processo de escolhas. Escolhemos todos os dias, e vive bem e é feliz quem aprende a escolher”

(Do Livro “Os Segredos da Felicidade”, de Djalma Santos)

Existirá sempre para o homem terreno, uma Lei superior, a ser reconhecida como transcendente, da qual não poderá escapar. A Lei de Ação e Reação é uma delas, que exige do espírito imortal um comportamento ético diante de Deus, da vida e dos homens, e é exatamente por isso que não basta apenas ter informações sobre ela, mas sim transformá-la em instrumento de ascensão, dando-lhe fiel cumprimento, a fim de não ser surpreendido pela sua força divina. O poder de Deus é indescritível, mas ao mesmo tempo é magnânimo, é amoroso e imparcial, julgando cada ser humano de acordo com os atos de cada um, não havendo, portanto, injustiças ou apadrinhamento por parte da divindade.

Em face das muitas tragédias coletivas que se verificam no nosso Planeta, ceifando milhares de vidas, como aconteceu com o Tsunami que abateu sobre o Japão, em que morreram mais de cinco mil pessoas, ocorre um questionamento a respeito desse extermínio coletivo: se seria uma espécie de “carma” solidário, ou se cada vítima teria o seu próprio destino. Nos dias de hoje, com o conhecimento da Doutrina Espírita, que já possuímos a respeito das provas e expiações, podemos afirmar com absoluta certeza que, o resgate de faltas do passado é sempre individualizado, mesmo que ele ocorra num processo coletivo, em que muitas pessoas participam ao mesmo tempo dessas tragédias, sendo que muitas delas quase que inexplicáveis.

Em síntese, tratam-se de espíritos endividados numa mesma área de ação, no campo da carne e do espírito, e que se unem para ressarcir em grupo, o mal que cometeram de forma coletiva ou individual. As provações e expiações, representam um conjunto de lições difíceis de serem assimiladas pelo homem terreno, mas não deixam de ser experiências árduas e testemunhos indispensáveis que todos precisam experimentar, visando o aprendizado da vida e ao enriquecimento espiritual do ser que procura a perfeição.

Tanto a provação quanto a expiação correspondem à necessidade de aprimoramento e da evolução moral do espírito, que sem as qualidades íntimas do coração, dificilmente terá condições de caminhar em paz, pois encontrará sempre à sua frente, obstáculos e dificuldades criadas por ele mesmo, devido à sua ignorância a respeito das Leis Divinas, e principalmente em relação as Leis dos homens. Nem sempre um tipo de sofrimento ou dor, está diretamente ligada com passado do espírito, porque muitas vezes, corresponde a uma necessidade evolutiva ou aprendizado. Ou até mesmo provas escolhidas pelo espírito, a fim de apressar sua purificação ou, ainda, pode ter relação com abusos cometidos nesta vida mesmo.

Assim a expiação serve como uma espécie de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação, demonstrando que a justiça de Deus nunca é cega: não dá privilégios a ninguém, como também não persegue nenhum ser humano, e sim aplica uma justiça exata, com imparcialidade, cobrando exatamente o que o infrator deve. O que nos atrapalha nessa vida terrena são as escolhas erradas que fazemos, usando de uma forma incorreta o nosso “Livre Arbítrio”, que em síntese não é ainda a capacidade de escolher e sim a liberdade de escolher.

Quando as faltas são gravíssimas, com repercussão para muitas pessoas, para uma comunidade, para um estado ou país, a expiação ou a prova será agravada, e aumentadas serão as dores, os sofrimentos e as aflições. A Justiça Divina exige do infrator um retorno de grande esforço, a fim de que ele possa se reabilitar perante sua própria consciência imortal, corrigindo-se e aperfeiçoando-se diuturnamente, durante o tempo necessário, com o intuito de reparar os erros praticados.

O espírito culpado precisará sentir em si mesmo, os prejuízos imputados aos seus semelhantes, sofrendo e resgatando a gravidade da intemperança mental utilizada contra os outros, utilizando de mecanismo que já se encontra dentro dele mesmo, no íntimo da consciência imortal, que na realidade é nosso Juiz severo, encarregas da cobrança de nossas dívidas, depois que atravessamos as águas enigmáticas do rio da morte. O arrependimento e o remorso são antídotos infalíveis para o início da reabilitação, mas que só será efetivada depois de muito trabalho e dedicação aos nossos semelhantes.

Deus nunca fica satisfeito com as dores, sofrimento e aflições de suas criaturas, nem com os fracassos e nem com as lágrimas de milhares de pessoas todos os dias, porque não é sádico nem carrasco. Não é um Deus antropomorfo, vingativo, e sim um Deus de ternura, compreensão e amor, e que implanta na mente e nos corações dos homens suas Leis, que não podem ser modificadas, nem substituídas, pois são eternas, como eterno é o espírito imortal, esse viajor da eternidade, esse nômade do espaço, esse andarilho do infinito.

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