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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2016

O que se conhecia, anteriormente, em Psiquiatria, como “Personalidade Psicopática”, é, no momento atual, denominado de “Transtorno da Personalidade Antissocial” ou “Transtorno da Personalidade Dissocial”.

Os indivíduos portadores dessa disfunção, por certo, sendo espíritos com graves transtornos de caráter e conduta, desprovidos da capacidade de sentimento do remorso, da culpa e do arrependimento pelos erros cometidos, impossibilitados de empatizar com o próximo, desrespeitadores das regras de conduta moral, demonstrando falta de emoções e, em grande proporção, violentos, necessitam enfaticamente de uma internação na carne pela reencarnação compulsória.

Em verdade, ninguém é condenado, na espiritualidade, ao “sofrimento eterno”, “nenhuma ovelha se perderá”...”, surgindo sempre a valiosa oportunidade de retorno à dimensão física e granjear crescimento evolutivo, mesmo que, de início, muito incipiente ainda. A seguir, aproveitando as próximas reencarnações, começa a ascender aos demais degraus da incomensurável escadaria do aperfeiçoamento espiritual, conforme reafirmam as vozes dos antigos profetas, ressoando até hoje, clamando: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim, renovam-se cada manhã” (Lamentações de Jeremias 3:22-23) e “Disse o Senhor: Não contenderei para sempre, nem me indignarei continuamente; porque do contrário, o espírito definharia diante de mim e o fôlego da vida que eu criei” (Isaías 57:16).

Em O Novo Testamento, precisamente em I Pedro 3:19, é relatado que Jesus, já desencarnado, “visitou e pregou aos espíritos em prisão”, indicando claramente que haverá sempre a possibilidade da reabilitação espiritual, pois ninguém está condenado para todo o sempre.

 

BOX-1:  A Vibração da Matéria bem mais grosseira cerceia o Espírito Encarnado:

 

Importante frisar que o corpo humano serve como um abrigo prisional, submetido o espírito a uma verdadeira tirania biogenética, limitando o máximo que puder suas ações manipuladoras e sádicas, dificultando muito pela sua própria resistência a facilidade marcante de esses espíritos serem causa de escândalos mais expressivos.

O grande impasse para o ser reencarnante, já no ventre materno, consiste em constatar que está enclausurado em vigorosa teia carnal, tendo apenas como instrumento de manifestação no plano físico um engenhoso órgão: o cérebro, ao qual estará subordinado e interagido de forma tão intensa, que confunde até mesmo os descrentes, acreditando que a mente provenha indispensavelmente do cérebro. Os ateus atestam tão-somente os efeitos ou conhecem aparentemente apenas o veículo, desconhecendo a verdadeira causa, como igualmente ignoram a presença indispensável do condutor. Observam a vida, pelo olhar míope do acaso. Veem o funcionamento de uma fábrica, justificando-a somente pelo trabalho dos operários, ignorando a presença transcendental do agente diretor.

O estudo do Espiritismo enseja esclarecimentos importantes que explicam insofismavelmente a presença de um agente transcendental, imortal, jungido ao corpo físico que lhe permite eficazmente o avanço evolutivo, sendo fator determinante do seu progresso. A Doutrina Espírita ensina que, encarnado, o ser espiritual tem o exercício de suas faculdades limitadas, porquanto “a grosseria da matéria as enfraquece” (OLE-Q 368). É enfatizado que “o invólucro material é obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro muito opaco o é à livre irradiação da luz” (OLE-Q 368-a). Allan Kardec comenta que “pode-se comparar a ação que a matéria grosseira exerce sobre o Espírito à de um charco lodoso sobre um corpo nele mergulhado, ao qual tira a liberdade dos movimentos”. Na questão 369 de “OLE” é ressaltado que “os órgãos são os instrumentos da manifestação das faculdades da alma, manifestação que se acha subordinada ao desenvolvimento e ao grau de perfeição dos órgãos, como a excelência de um trabalho o está à da ferramenta própria à sua execução”. Importante chamar a atenção novamente de que as faculdades da alma não são originadas dos órgãos; “cumpre, porém, se leve em conta a influência da matéria, que mais ou menos lhe cerceia o exercício de suas faculdades” (Q. 370-a de “OLE”).

 

      BOX-2: A Doutrina Espírita esclarecendo um Mistério na Neurociência:

 

Um acontecimento insólito e muito divulgado, no meio científico, aconteceu, em 1948, nos EUA, confirmando o ensino espírita assinalado acima. O operário ferroviário Phineas P. Gage teve o cérebro transpassado por uma barra de ferro de 1,10 metros de comprimento e pesando 1,5kg, resultante de um acidente, envolvendo uma explosão em uma rocha. O acidentado sobreviveu, mas, a seguir, para surpresa geral, apresentou um comportamento moral bem depreciativo, de teor psicopático, completamente diferente do que possuía antes do acidente.

Desconhecendo o ensinamento espírita de que a matéria exerce influência de cerceamento nas faculdades da alma, os materialistas acreditavam, baseados no caso Gage, que tinham chegado à prova de que o cérebro seria a sede da personalidade. Contudo, um brasileiro, Eduardo Leite, há alguns anos, sofreu um acidente semelhante ao americano e não apresentou nenhuma alteração de comportamento, estando absolutamente igual ao que ele sempre foi e causando perplexidade no meio acadêmico, considerado esse caso como um mistério da medicina e servindo como ponto de reflexão a respeito de que a Ciência sem o Espiritismo é mesmo manca, aproveitando e atualizando a asserção explanada por um gênio, o cientista alemão Albert Einstein.

De acordo com os ensinamentos dos instrutores do além, pode-se concluir que o acidentado brasileiro, na hierarquia espiritual, está melhor situado, bem superior que o americano. A lesão sofrida por Gage fez com que suas faculdades morais inferiores, latentes e cerceadas, aflorassem, com grande expressão, devido à destruição de parte do cérebro, o qual era responsável pela supressão de suas faculdades morais mais depreciativas, enquanto o Eduardo, em se apresentando em estado evolutivo espiritual melhor, revela, apesar de a lesão orgânica ser semelhante à do americano, comportamento moral superior, já sendo vivenciado e conquistado antes da atual reencarnação.

 

            BOX-3: Outra Sublime Oportunidade de Crescimento Espiritual pela Reencarnação:

 

Conforme ensina, igualmente, a codificação kardeciana, o espírito sofre uma perturbação que só gradualmente se dissipa com o desenvolvimento do corpo infantil, facilitando novos aprendizados e ensejando oportunidades valiosas e imprescindíveis de reabilitação e renovação espirituais. Não estando maturados e desenvolvidos os órgãos infantis, principalmente as funções neuropsicomotoras, a individualidade extrafísica passa por um período de repouso, onde é mais receptível às impressões que recebe da dimensão física, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento evolutivo. Daí a importância de serem os pais, parentes e professores profícuos educadores morais.

O desabrochamento dos sentimentos nobres já deveria ser arquitetado por parte dos pais, principalmente pela amorosa mãe, durante o período gestacional, porquanto o ser espiritual, vivenciando um processo paulatino de entorpecimento, vivenciando vibrações de reconhecimento, ligado por laços sublimes, está pronto para a aceitação de princípios altruístas. O momento se torna favorável para semear no coração do reencarnante as sementes da ética, da solidariedade e do amor, importantes para contrabalançar a falta de empatia com o semelhante e, igualmente, a impossibilidade de vivenciar emoções em relações a outrem. O transtorno de personalidade antissocial traduz anormalidades da psique, havendo desarmonia do afeto e da emoção, não sendo considerada doença mental, porém dissonância do caráter.  

A fase infantil, portanto, é importantíssima para a mudança no desenvolvimento evolutivo do ser. A Doutrina Espírita ensina que “os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem, para se melhorarem. A delicadeza da idade infantil os torna brandos, acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. Tal o dever que Deus impôs aos pais, missão sagrada de que terão de dar contas” (Q. 385 de “OLE”).

O indivíduo, portador de distúrbio psicopático, antes de reencarnar; por conseguinte, dependendo da educação moral que receba, em todas as fases de desenvolvimento no ventre materno e no período infantil, pode se apresentar, na fase adulta, com um quadro mais moderado. O importante, também, é os educadores imporem limites e ditarem regras claras diante de seres infantis que apresentam condutas maldosas, revelando desde cedo perversidade com os familiares, colegas e animais, como também propensão para a violência e para o roubo. Seus primeiros sete anos de vida corporal são importantíssimos para que consigam granjear algum progresso espiritual, principalmente a reforma do caráter, de permeio à repressão das más tendências, da má índole.

 

                                 BOX-4: O que é “Transtorno da Personalidade Antissocial?

 

Quando passam pela infância sem a oportunidade da educação provida de amor, ou mesmo refratários a qualquer mudança do seu comportamento áspero e intratável, os psicopatas revelam, na fase adulta, suas imperfeições, apresentando-se como indivíduos que não controlam seus instintos, quase sempre são falantes, sedutores, sem prejuízo na cognição, porquanto a psicopatia difere da demência e tampouco apresentam sintomas psicóticos (delírios e alucinações). Não são portadores de doença psiquiátrica, não são enfermos mentais, são doentes da personalidade conhecidos como maus-caracteres.   

O psicopata é um ser frio, não vivenciando emoções; sentimentos como compaixão e solidariedade são inexistentes, assim como não apresentam sofrimentos emocionais, destacando a ausência de baixa autoestima, igualmente de depressão e de[ADNF1]  ansiedade. São amantes da mentira e da dissimulação. Cultores da megalomania, do egocentrismo, da falta de afeto e da transgressão social. Não conseguem reconhecer o sofrimento alheio. Portanto, podem lesar o semelhante, sem vivenciar qualquer sentimento moral. Igualmente, possuem a capacidade de violar e desrespeitar os direitos das pessoas.

 

BOX-5: Enquadramento dos Seres Psicopatas na Escala Hierárquica Espiritual:

 

Consultando a Segunda Parte do Capítulo I de OLE, há referência a respeito das diferentes ordens dos espíritos e chama a atenção à terceira categoria hierárquica, a dos seres imperfeitos, onde na décima classe estão situados os espíritos impuros. Ensina a codificação kardeciana, na questão 102 de OLE, que esses seres “são inclinados ao mal e o fazem objeto de suas preocupações. Como espíritos, dão conselhos pérfidos, insuflam a discórdia e a desconfiança, e usam todos os disfarces, para melhor enganar. Apegam-se às pessoas de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de as levar à perda, satisfeitos de poderem retardar o seu adiantamento, ao fazê-las sucumbir ante as provas que sofrem.

Nas manifestações, reconhecem-se esses espíritos pela linguagem: a trivialidade e a grosseria das expressões, entre os espíritos como entre os homens, e sempre um índice de inferioridade moral, senão mesmo intelectual.

“Suas comunicações revelam a baixeza de suas inclinações e, se eles tentam enganar, falando de maneira sensata, não podem sustentar o papel por muito tempo e acabam sempre por trair a sua origem. Alguns povos os transformaram em divindades malfazejas – outros os designam como demônios, gênios maus, Espíritos do mal. Quando encarnados, inclinam-se a todos os vícios que as paixões vis e degradantes engendram: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia cupidez e a avareza sórdida.

“Fazem o mal pelo prazer de fazê-lo, no mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. Constituem verdadeiros flagelos para a humanidade seja qual for a posição que ocupem, e o verniz da civilização não os livra do opróbrio e da ignomínia”.

Os psicopatas possuem muito espírito de liderança. Quando presos, são capazes de criar problemas, até mesmo rebeliões, sem que apareçam como mentores e líderes. Sabem muito bem manipular as pessoas, como igualmente possuem grande poder de sedução. Mestres da dissimulação, dificultam muito sua identificação. São irresponsáveis no trato com os filhos, não gostando de compromissos, principalmente os ligados ao lar. Geralmente são muito inteligentes e ardilosos. Prejudicam as pessoas sem demonstração de comoção. Muito frequente, nos portadores do transtorno, a irritabilidade, a impulsividade e a agressividade.

Importante ressaltar que, na dimensão espiritual, esses seres, na maior parte das vezes, chefiam ou fazem parte das falanges das sombras, designados como “espíritos imundos” no Evangelho e citados muito bem, na obra Libertação, psicografada por Chico Xavier.

 O conhecimento do assunto em tela proporciona momentos de reflexão, conscientizando-se o profitente espírita da incomensurável importância da Doutrina que professa. O Espiritismo foi codificado por um gigante do conhecimento, materializando as informações dos luminares da dimensão extrafísica, no século XIX, e, tão atualizadas, que permitem explicar enigmas científicos hodiernos, deixando os cientistas espíritas boquiabertos e extasiados, porquanto, em um mundo cada vez mais materialista, as luzes do Céu cada vez mais se apresentam e, constantemente, sacodem os descrentes de todos os matizes, revelando que não existe o acaso, explicando que todos os infortúnios têm uma causa, inclusive o porquê do ateísmo.

A presença da Doutrina Espírita é cumprimento da profecia do amoroso Jesus, o qual afirmou que “O Consolador, que o Pai vai enviar em meu nome, ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse” (João 14:26).

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