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O médico-geriatra Franklin Santana Santos - Formado pela UFBA (Universidade Federal da Bahia) com Residência pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP, Pós-Doutorado no Instituto Karolinska da Suécia e Membro da Associação Brasileira de Pedagogia Espírita - está promovendo um curso de Tanatologia (ciência que estuda a morte) de extensão universitária chamado "Educação para a Morte", ministrado nas dependências da USP. O objetivo é levar uma reflexão plural e interdisciplinar incluindo as diferentes perspectivas da morte e do morrer, a partir das várias áreas e correntes científicas, religiosas, filosóficas, pedagógicas e estéticas. Além disso, o curso visa levantar questões, provocar uma reflexão e um debate maduro, desencadeando novas propostas, abordagens de pesquisa e ensino na área da Tanatologia.

Metodologia: Cinco Atitudes Básicas

1) Religiosa: Todos os religiosos são convidados para explicar a morte. São representados segmentos como Espiritismo, Catolicismo, Budismo, Judaísmo, etc.

2) Filosófica: Vários filósofos são citados durante esta etapa. Sócrates é mostrado através de toda a proposta educacional para a morte e também pelo famoso discurso "Somos seres divinos e temos uma alma que precisa evoluir". A teoria existencialista de Heidegger é vista como um enfrentamento. Para Heidegger, um homem forte é aquele que enfrenta a morte. Outros filósofos são mencionados como: Jean-Paul Sartre, Friedrich Nietzsche, São Thomás de Aquino e Charles du Montesquieu.
3) Cientifíca: Todas as profissões são enfocadas para que seja discutida a morte. Entre elas a Medicina, Psicologia, Ciências Jurídicas, Terapia Ocupacional, etc.
4) Pedagógica: São abordados vários ensinamentos de como enfrentar a morte através de vários educadores como Sócrates, Platão, Johann Heirinch Pestalozzi, Jean Jacques Rousseau, Jan Amos Comenius e Allan Kardec.
5) Estética: A arte é exposta para explicar e ensinar como lidar com a morte. No cinema são exibidos filmes ligados a morte. Ex: Uma Lição de Vida, Em direção à Luz. Algumas músicas compostas para a morte fazem parte do conteúdo, como por exemplo: Requim (músicas para funerais). Os alunos escutam também músicas que falam sobre a morte como Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento, recentemente gravada por Maria Rita. Grandes pintores que colocaram a morte como tema são mostrados no curso, assim como as suas obras. Ex: o norueguês Eduardo Munch. A literatura é um instrumento valioso para a aprendizagem. Autores que escrevem sobre a morte são citados como Augusto dos Anjos e José de Souza Saramago, que publicou a obra "As Intermitências da Morte".

Painéis Interdisciplinares complementam o aprendizado sobre a Morte

Vários painéis interdisciplinares são oferecidos para o completo aprendizado sobre a Educação para a Morte. A mídia e a morte são abordadas de forma polêmica. Neste módulo é explicado porque só as mortes traumáticas têm acesso à mídia. Também é exposta a relação Respeito x Sensacionalismo. Num segundo painel há uma explanação sobre como deve ser a comunicação com o moribundo. Questões científicas são vistas como a sobrevivência pós-morte e comprovações como a Pintura Mediúnica. O terceiro painel tem o título: Saúde x Espiritualidade. Neste são enfocadas as curas e os fenômenos mediúnicos. Por último é realizado um workshop sobre as aplicações clínicas da espiritualidade nos cuidados em saúde. Nele é estimulada a espiritualidade do paciente. O workshop também sugere discussões polêmicas como a interferência das condutas religiosas na prática da saúde. Ex: a proibição de certos segmentos religiosos para a transfusão de sangue, aplicação de vacina, etc.

Publicado no Jornal Correio Espírita
edição 42/ Dezembro 2008

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