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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2014

As diversas reencarnacoes de Chico Xavier 

Chico Xavier foi Ruth Céline Japhet


Muito se pergunta no movimento espírita, quem foi quem? Geralmente a resposta descabida de credibilidade, seja pela fonte ou pela própria informação, não é considerada verídica pela maioria das pessoas. Por outro lado, quando apresentamos pilares fundamentados, baseados em estudos, depoimentos de espíritos encarnados ou desencarnados de credibilidade e estamos fincados na razão tão bem ensinada pelo exemplo do codificador, a informação é considerada verdadeira. O Correio Espírita não quer delinear esta matéria para o caminho do sensacionalismo ou, simplesmente, para o da curiosidade. Pelo contrário, o assunto tem cunho educativo, instrutivo e elucidador. No comentário da pergunta 399 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec escreve que: “… Mergulhado na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas, que, mesmo em certas circunstâncias, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lha fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade…” Em entrevista exclusiva, feita em Belo Horizonte, para o Correio Espírita, o médium e ex-marido de Meimei, Arnaldo Rocha, nos revela dados importantes sobre as encarnações pretéritas de Chico Xavier, do qual era amigo particular.

 

Correio Espírita: Como e quando você teve o primeiro contato com a Doutrina Espírita?

Arnaldo Rocha: Eu sou de uma família espírita, mas era ateu e materialista. Meimei apareceu com um problema renal, que se complicou, e a levou a desencarnação no dia 1º de outubro de 1946. No dia 12, eu caminhava pela rua sob uma forte chuva e para me proteger do temporal me dirigi à casa da minha irmã Luiza, onde estava se realizando uma reunião espírita. Não gostei muito da idéia, mas entrei. Quando uma médium encorporou, aquilo tudo foi muito estranho para mim. Me chamou a atenção quando ela empurrou o casaco dela com os polegares para trás. Meimei fazia a mesma coisa. O doutrinador perguntou se aquele espírito gostaria de se manifestar. Depois eu ouvi a voz da Meimei claramente dizendo: “Rialmente (como Meimei falava) eu gostaria, mas o meu sozinho não vai entender”. Acabou a reunião e no dia seguinte eu me encontrei com o Dr. Camilo Chaves, que na época era presidente da União Espírita Mineira. Ele me disse que na reunião mediúnica, a benfeitora espiritual Ritinha estava muito feliz, porque uma amiga muito querida foi esclarecida. Eu perguntei quem era e ele me respondeu: Irma de Castro, esposa do Sr. Arnaldo Rocha. Aí ele me explicou um pouco sobre a Doutrina Espírita e pediu para que eu lesse “O Livro dos Espíritos”. Correio Espírita: Como e quando você encontrou Chico Xavier, pela primeira vez, nesta encarnação? Arnaldo Rocha: Eu subia a Av. Santos Dumont, em Belo Horizonte, e descia um homem modestamente trajado, de chapéu, com uma bolsa na mão. Eu dei um “encontrão” nesse homem e reconheci que era o Chico Xavier. Queria falar com ele, mas fiquei emocionado. Sem me conhecer, ele disse: “Pois é Naldinho. A nossa princesinha está aqui e quer falar com você”. Eu tinha o hábito de chamar Meimei de princesinha. Fomos para casa dele e fizemos uma reunião. Através de uma psicofônia, eu pude conversar com Meimei durante uma hora e meia. Aí, eu realmente comecei a estudar a Doutrina Espírita. Mais tarde, um componente do grupo me convidou para trabalhar e disse: “Você que comandou muitas guerras, agora vai ter que consolar”.

Correio Espírita: Atualmente, como os espíritos inferiores tentam anular esse trabalho de amor?

Arnaldo Rocha: Uma entidade se aproximou do trabalho de doutrinação e disse: “Não me convenceu e não fui vencido”. Eu disse que nós o havíamos dado de presente O Evangelho Segundo o Espiritismo e perguntei se ele teria lido. O espírito respondeu que quando o livro é aberto sai muita luz e por isso ele não queria. A entidade informou que estava combatendo a Doutrina Espírita através do púlpito, do jornal, do rádio e da televisão. Ou seja, influenciando os próprios praticantes. E, afinal de contas, de alguns anos para cá, quanta confusão existe no meio espírita. As pessoas estão se deixando levar pela vaidade, pela fantasia e estão criando muita confusão no nosso meio. Nós precisamos ser mais sinceros com a Doutrina Espírita.

Correio Espírita: Qual foi a encarnação anterior de Chico Xavier?

Arnaldo Rocha: O Pedro Quintana, casado com Geralda, irmã de Chico Xavier, era amigo do compositor Radamés Gnatalli. Fomos a Pedro Leopoldo para falar com Chico. Emmanuel, numa página muito linda, disse que o Radamés era a reencarnação de Rossini. Radamés confirmou dizendo que quando compunha via Rossini. Em “Obras Póstumas”, encontramos algumas mensagens de Rossini. O Bom não era você conversar com o Chico, era o Chico conversar com você. Eu sabia perfeitamente quando era o Chico que estava falando ou quando ele estava sob a inspiração dos espíritos. Um dia, eu perguntei a ele que em “Obras Póstumas”, o Professor Rivail se reunia na casa do Sr. Roustan para o espírito de verdade fazer a correção daquilo que seria “O Livro dos Espíritos”, ou então na Casa do Sr. Japhet – pronunciei o ph com som de f – e ele me corrigiu dizendo que era Japhet – ph com som de p – confirmando que o nome tinha descendência judaica. E aí eu perguntei: quem é aquela loira de olhos azuis com o nome de Ruth Céline Japhet, que ajudava Kardec na codificação? Ele me respondeu: você está falando com ela. Então você vai ver a linha da mediunidade nessa criatura como cresceu agora como Chico. Não se improvisa um médium. Isso é um processo muito delicado, doloroso, de sofrimento e de alegria.

Correio Espírita: Porque você não revelou isto anteriormente? Porque só agora?

Arnaldo Rocha: Porque o Chico me disse para não revelar enquanto ele estivesse reencarnado. Mas agora, diante de tantas coisas erradas que estão falando por aí, decidi falar. Não tenho medo do que vão dizer a partir disso. Eu uso uma expressão que Chico Xavier ria muito: “a caravana passa e os cães ladram”. Para confirmar as encarnações femininas, Chico falava para mim que quando voltasse ao plano espiritual iria pedir a verdadeira roupa dele (feminina), porque aquela que estava usando (masculina), ele não considerava dele.

Correio Espírita: Há quantos anos você estuda, desenvolve e o que é preciso para exercer a mediunidade?

Arnaldo Rocha: Há aproximadamente 60 anos. Nesses anos todos, eu já vi médiuns e expositores doutrinários que caminharam com tanta beleza, mas com o tempo, alguns se deixaram levar pela vaidade, orgulho, fantasia e dinheiro. Para ser médium é preciso estudo, humildade e simplicidade e, fundamentalmente, o que o espírito Emmanuel falou para Chico Xavier no Riacho do Capão em Pedro Leopoldo: disciplina, disciplina e disciplina.

Correio Espírita: Qual a mensagem que você daria para os leitores do Correio Espírita?

Arnaldo Rocha: Eu recordaria que eles soubessem dignificar a Doutrina Espírita. A mensagem de amor e fraternidade do excelso amigo Jesus. E que nós saibamos, através da humildade e da sinceridade, fazer aquilo que Emmanuel escreveu no livro “A Caminho da Luz”.

Entrevista publicada no Jornal Correio Espírita – junho de 2010.



Matéria do Correio Espírita de 2010 (Na íntegra)

As diversas reencarnações de Chico Xavier

chicoNo livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.

O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:

Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)

Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.

Chams (Egito) (por volta de 800 AC)

Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.

Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)

Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.

Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)

Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).

Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)

Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.

Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)

Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).

Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.

Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.

Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.

Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.

Clara (França) (por volta de 1150 DC)

Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).

Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).

Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)

Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.

Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)

Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.

Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)

Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.

Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie

de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.

Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico

Xavier (1837/1885)

Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.

Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.

Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.

PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010

Escrito por Marcelo José - De Belo Horizonte – MG
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