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Cantora e compositora. Sua voz lhe permite uma performance variável, desde a música popular ao lírico, passando por diversas tendências e culturas internacionais.

 


1 - Possui algum curso de formação artística? De onde vem tanto talento?

Os cursos que fiz são das mais diversas áreas das ciências humanas. Fiz curso, por exemplo, de “Geografia e Música” (pela UERJ); curso de “História da Ópera” (pela UFF); curso de “Literatura Clássica” (pela UFRJ); etc.

Mas curso de canto, instrumentos e música propriamente dito, não, não fiz.

Primeiro, porque venho de uma família humilde e segundo, porque precisava muito estudar outras coisas para poder sustentar-me melhor na vida cotidiana.

Esse talento todo vem do arquivo que trouxe gravado no chip do meu espírito e hoje, se mostra ostensivo em diversos campos da arte nas quais pratico.

É o acúmulo do saber adquirido em cada existência.

É fruto do tempo dedicado à arte.

A minha formação artística não é oriunda dos bancos escolares, dos cursos que existem, mas sim, de um histórico espiritual de uma alma que jornadeia pelos caminhos infindáveis da arte e em especial, a música.

2 - Acredita no sucesso da música espírita? O que falta para torná-la popular?

Acredito muito no sucesso da música espírita. Principalmente pelo fato de ser esta a grande música do futuro das humanidades. A música é um canal que nos sintoniza diretamente com o Alto (quando usada para esse fim) por ter a linguagem universal e universalista.

Na minha infância ouvia várias definições para a Música. A mais elementar dizia que: “A Música é a arte dos sons combinados.” Outras ainda, a definiam como “A reunião combinada dos elementos: melodia, ritmo e harmonia”.

Mas lembro também, que ainda na minha infância, escrevi uma série de poemas intitulando uma pequena obra chamada “Definições” em que defini a música assim: “A Música é a Voz de Deus aqui na Terra. É a Voz que soa em cada coração.”

A Música Espírita é a música da Nova Era.

É uma música que se difere de todas as outras até então geradas pelas diversas épocas da humanidade.

É uma música mais preocupada na renovação e transformação do ser integral (corpo e espírito). É uma música mais consciente do verdadeiro papel da vida. É uma música mais leve, mais sublime, mais perfeitamente harmonizada que nos faz a religare (ligar a criatura ao Criador), papel até então atribuído apenas às religiões.

Cada religião manifesta sua doutrina de uma forma e muitas se utilizam da música. A música é altamente transformadora, renovadora e inovadora.

Todos os grandes momentos de mudança na história da humanidade foram sinalizados pela arte e a música, assim sendo, estava lá, apontando novos rumos, um novo amanhã a todos.

A música espírita é a música das altas esferas. Uma música especial capaz de tocar as malhas mais finas do sentimento e do pensamento humano. É uma música que acalenta, que ampara, que ensina, que esclarece e abençoa.

A música espírita será a voz que se levantará nos dias vindouros. Ela sairá dos Centros Espíritas e ganhará o mundo, porque a missão dessa música é ajudar a Terra e a todos os mundos em transformação.

3 - Com que idade começou a cantar?

Comecei a cantar na minha terna idade, com 1 ano de idade. Isso, porque eu já falava, cantava e dançava nessa idade. Mas não é algo para causar perplexidade e espanto. É apenas a vivência da realidade de todos nós. Eu sabia estar criança, mas sentia certa ‘antiguidade’ no âmago do meu espírito. Aos 3 anos de idade compus a minha primeira obra que só foi compilada aos 6 anos de idade.

Além da música, eu fazia (como até hoje faço) poemas, poesias, textos para dramaturgia, musicais, operetas, óperas, musicais, crônicas etc.

Gosto de criar e sempre contei com o arquivo que venho preservando a cada nova existência e claro, conto com o apoio de amigos espirituais que me orientam nessa caminhada de espalhar a mensagem do Amor e do Bem aos mundos.

Mas o mais importante que aprendi, foi a manter a humildade em meu coração e nas coisas que faço. Hoje, canto, componho e toco porque amo. E quando fazemos o que amamos, fazemos bem feito.

4 - Canta em idiomas que nunca estudou?

Cantar em idiomas que nunca estudei até hoje é algo que me causa grande surpresa, até porque, eu também componho em idiomas que jamais estudei.

Tudo isso, é oriundo de um arquivo idiomático que há em minh’alma.

No momento em que componho numa determinada língua, é como se eu a soubesse com bastante propriedade. Na música, esse trabalho desperta grande curiosidade por conta da métrica que existe na música.

Fazer rimas, fazer a divisão correta das sílabas das palavras pelas linhas e fraseados musicais, a questão de intensidade e ornamentos que pontuam determinadas células lingüísticas, tudo isso é certamente, uma bagagem que trouxe e a prova contundente de que muitos amigos se manifestam, utilizando-se de seus idiomas que somados à música, tornam-se línguas inteligíveis a todos e universais.

5 - Quais são os incentivos para sua carreira musical?

A consciência de que tenho de que cá estou para servir. O meu papel é de levar a música às mentes e aos corações. É ecoar, por toda parte, as luzes que dissipam as trevas do orgulho, da vaidade, do egoísmo, da ganância etc.

Gosto de cantar e ver as pessoas sensibilizadas com o meu canto que só tem como objetivo levar o abraço acolhedor, o amor sem lindes e a esperança aos corações e almas que ao ouvirem a minha voz, sentem-se melhores e felizes.

Não há maior felicidade ao missionário do que o sentimento do dever cumprido.

6 - Já lhe foi revelada a identidade de seu Espírito Protetor e daqueles que lhe auxiliam em suas apresentações artísticas?

De luz. Alguns se revelam, outros ainda, preferem se manter no anonimato.

A questão principal não é quem são ou quem não são. O importante de fato é que estão ao meu lado intuindo-me, auxiliando-me e ajudando a ajudar.

Mas entre grandes amigos que posso citar estão meus queridos: Chopin, Mozart e Callas.

Muitos outros, claro, também presentes estão.

E nesse instante que respondo a essas questões, eles se manifestam nas entrelinhas e sorriem para mim, conduzindo as respostas. Dizem estar felizes, dizem estar atuantes hoje e sempre, porque o trabalho no Bem e do Bem é um universo infinito.

7 - Possui algum projeto para gravar músicas?

Tenho muitos projetos de gravação que aos poucos estão sendo concretizados. Muitos já estão em andamento e reservam grandes inovações. Apenas posso garantir que em breve poderei compartilhar mais e mais dessa arte que me foi concedida por Deus com a finalidade de ajudar. Quando ajudo, me sinto realizada e feliz. As criações que faço e as obras que a mim vem, me fazem feliz e me impulsionam a prosseguir sempre.

8 - Qual fato que mais marcou sua carreira artística?

Um dos fatos que mais marcaram a minha carreira foi o dia em que percebi que tinha um dom especial de cantar.

Até hoje, a minha carreira vai sendo marcada pelo carinho das pessoas que vão às minhas apresentações.

Certa feita, aos 15 anos de idade, lembro bem de ter ido cantar numa comunidade carente de Marambaia, mais precisamente em uma escola, na rua, em cima de um trio elétrico. E eu via as criancinhas boquiabertas lá embaixo aplaudindo, acompanhando a música e pedindo para eu cantar de novo: “A música dos gatos” (como chamavam a canção Memory do musical Cats do qual contei a história a elas), o “Fantasma da Ópera” e claro, a “Ave Maria”.

Mas cada apresentação é algo diferente, especial e único.

O que mais marca a minha carreira é o fato dela existir, de ter sido essa oportunidade que Deus concedeu-me.

9 - Você se considera espírita? Participa de projetos espíritas?

Sou Espírito e Espírita.

Eu não haveria de não enveredar pelo caminho da Doutrina Consoladora.

Desde pequena eu via seres.

Certa vez, tive a visão de um livro que lembrava as tábuas da lei recebidas por Moisés, mas estava escrito: “O livro dos espíritos”.

Tempos depois, vim a saber através de meu avô, de que essa obra de fato existia.

Folhei-a e pensava: ah, isso eu sei, isso eu sei, isso eu sei...

Aquilo me marcou muito.

Ser espírita é ter a dádiva de conhecer muitas coisas que nos esclarecem, é quebrar tabus e preconceitos, é evoluir em Jesus e com Jesus e o melhor: é ser um espírito de luz e amor.

A seguir a letra de uma música que compus aos onze anos de idade, intitulada “Novo Destino”.

O teu Amor é só luz...

Vou andar, caminhar

E ver de perto o Céu

E quem sabe poder tocar

E apanhar as estrelas?

Vou voar na imensidão

E buscar o teu sorriso

Entre as nuvens lá no céu

Feitas de algodão.

E saber este mistério

O que é? O que será?

Quem está por trás do sol?

Quem criou este luar?

O que o Mestre ensinou é o Amor.

 

A minh’alma docemente

Deixa o corpo e vai trilhar

Vai seguir o seu caminho

Se espiritualizar...

Deixar a minh’alma

Cumprir sua missão

Pois a morte sei que não há não.

Vou voar na imensidão

Navegar, buscar teu riso

Lá distante meu espírito encontrará Novo Destino

A trilhar o seu caminho

Um destino a brilhar.

As colônias lá do Céu

Minha Casa, Nosso Lar

Ir e voltar pra Terra melhorar

E saber esse mistério

O que é? O que será?

Quem está por trás do sol?

Quem criou este luar?

Evolui o universo a ecoar...

Quando for o dia então,

De tudo se modificar

Jesus irá estender suas mãos para nós

Uma imensa legião

Para o Bem a caminhar

Não existirá mais dor no coração

Vou voar na imensidão

Navegar, colher os risos

Nos espaços siderais

A trilhar Novo Destino

Ver do Alto bem distante

Essa Terra a brilhar

Mas agora eu tenho

Que ir logo para lá

E os anjinhos estão a me esperar

E os anjinhos estão a me esperar...

 

Anatasha Meckenna - Contatos

(021) 8897-1881

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