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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2015

Sobre o autor

Itair Ferreira

Itair Ferreira

Jesus, quando viu chegada a hora derradeira, despediu-se de seus discípulos afirmando: “no mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (1)

Vencer o mundo, nas palavras de Jesus, é vencer-se a si mesmo.

O insigne codificador do Espiritismo perguntou aos Espíritos Superiores, encarregados de nos trazer a terceira revelação da lei de Deus:

— Qual o meio mais prático e eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? (2)

As entidades sublimadas lhe responderam, por intermédio das insipientes jovens que fizeram o intercâmbio, denominadas por Allan Kardec de médiuns, criando assim o neologismo:

— Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.

Ao dar essa resposta, o espírito se referiu ao sábio Sócrates, pai da filosofia grega, que viveu no século V, antes do Cristo.

Kardec, não se bastando com a resposta, volta a inquirir:

— Conhecemos toda a sabedoria desta máxima, porém, a dificuldade está precisamente em cada um conhecer-se a si mesmo. Qual o meio de consegui-lo? (3)

Nesse momento, apresenta-se o espírito que está respondendo a essa questão: Santo Agostinho, considerado um dos pais da igreja católica, que participou, como um dos convidados por Jesus, no surgimento do Espiritismo, dando sua assinatura, nos prolegômenos de O Livro dos Espíritos, juntamente com outros Espíritos Superiores. (4)

Nessa pergunta, desdobrada por Kardec, Santo Agostinho mostra como fez para conhecer-se a si mesmo, dando-nos a receita:

— Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.

A resposta é longa e belíssima, aqui não comporta transcrevê-la. Porém, compensa lê-la na íntegra. Ele esclarece que conhecer-se si mesmo é a chave do progresso individual.

A paz será conseguida quando buscarmos conhecer a nós mesmos com firmeza de propósito, sem esmorecimento, na certeza de que o reino do bem ou do mal encontra-se em nós e não em objetos exteriores.

Jesus convidou-nos a segui-lo, sem prometer algo em troca, dizendo: Quem não toma a sua cruz e vem após mim, não é digno de mim. Quem acha a sua vida, perdê-la–á; quem, todavia, perde a vida por minha causa, achá-la-á. (5)

Perder a vida por causa de Jesus significa que quem quer conservar os desejos e as necessidades do corpo, vendo nisso a finalidade da existência, ficará obrigado a recomeçar suas provações numa nova encarnação. Renunciar a nós mesmos é, sobretudo, renunciar aos nossos defeitos. A vida do espírito é a única existência real.

Tomar nossa cruz é aceitar sem murmurações, com resignação, e tendo o reconhecimento de que as provações por que passamos são necessárias à nossa missão principal: evoluir.

Jesus, o divino modelo, aceitou as provações para o progresso de todos, sem merecer, sem culpa nenhuma a sofrer, como lição e exemplo em prol da nossa jornada para a suprema felicidade para a qual todos fomos criados.

A transformação em nosso planeta se faz necessária. O nosso Brasil passa por momentos difíceis. A nossa participação é fundamental. Cada um de nós é responsável por essa mudança, como célula da sociedade. O nosso pensamento gera a atitude, a atitude proporciona a ação e por meio da ação atingimos o resultado. Se os resultados não estão bons, invertamos o caminho mudando nossas ações com novas atitudes e novo modo de pensar.

Agindo com bom senso, pensando no bem de todos, construiremos um mundo melhor.

Em O Livro dos Espíritos, as entidades sublimadas deixaram escrito o roteiro para a felicidade: FAZER O BEM CONSTITUI O OBJETIVO ÚNICO DA VIDA. (6)

Muita paz!

Notas bibliográficas:

1 – A Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – João, 16, 33.

2 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Questão 919.

3 – Idem, ibidem – Questão 919a.

4 – Idem, ibidem – Prolegômenos.

5 – A Bíblia Sagrada – João Ferreira de Almeida – Mateus, 10, 38 e 39.

6 – O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Questão 860.

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