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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2015

“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor, lembre-se: Se escolher o mundo, ficará sem amor; mas, se escolher o amor, conquistará o mundo”. Albert Einstein

Mente brilhante a desse irmão em humanidade... Raciocínio lúcido, coerente e extremamente profundo... Postura que até hoje muitos de nós ainda não atingimos, sequer compreendemos... Nosso entendimento, ainda preso às coisas do mundo, aos bens terrenos, aos prazeres, às paixões, à ânsia de poder, à ilusão da posse, ainda não percebeu que a transitoriedade e a impermanência dessas condições jamais poderão oferecer a tão aspirada felicidade ao homem...

Entendemos ainda que “escolher o mundo” significa grandeza, prestígio, soberania; significa sermos senhores de criaturas e da criação em geral... Não nos apercebemos que essa ilusão significa lustrar o nosso ego, agigantar nossa vaidade, nosso orgulho e nosso egoísmo; significa cavar um abismo cada vez mais fundo sob nossos pés... Não realizamos ainda que, em geral, “escolher o mundo” significa, frequentemente, abandonar a escolha daquilo de mais precioso que trazemos intrínseco em nós, a nossa espiritualidade. É nela que reside o tesouro maior que realmente possuímos: a semente crística, a semente do amor maior, do amor incondicional.

No entanto, ao fazermos a escolha pelo amor, ainda que muitas vezes incompreendidos e ironizados, esse amor alimentará a nossa coragem serena, a nossa firme e calma perseverança, a nossa confiança inabalável nas leis infinitamente justas da vida, porque são as leis divinas. Essas leis são verdadeiramente justas, muito embora tantas vezes possamos momentaneamente não as compreender assim. Contudo, aplicam-se de forma permanente a toda a criação, independentemente de nós, das nossas equivocadas pretensões de justiça.

E Einstein está absolutamente certo quando afirma que é pelo amor que se conquistará o mundo, assim como Mahatma Gandhi e Martin Luther King, quando afirmaram que “só se conquistará a paz com meios pacíficos, jamais com a violência” – assim como Jesus assegurou “bem-aventurados os mansos porque eles possuirão a Terra” e “bem-aventurados os pacíficos porque serão chamados filhos de Deus” (ESE-CAP.IX)... E também o conhecido cantor Renato Russo: “Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu”...

Os tempos chegados são difíceis. Ondas de assoberbada violência vêm assolando a humanidade pelos quatro cantos do mundo (como se diz), de modo cada vez mais intenso e frequente. Ora são flagelos resultantes da própria Natureza em fase de revolução geofísica natural ou gerada pela mão inconsequente do homem; ora são acontecimentos brutais ainda provocados por esse mesmo homem no seu desvario pelo poder de toda ordem, quer através de conceitos socioeconômicos distorcidos e egoísticos, gerando miséria para uma grande parte da humanidade, quer pelo cego desejo de impor ideais religiosos, muitas vezes adulterados em benefício próprio, gerando fanatismo e ódio entre povos e, muitas vezes até, entre classes de um mesmo povo...

Octávio Águas nos diz que “o desamor não é o maior problema do mundo – é o único”. E como discordar disso se a todo momento nos defrontamos com situações de completa falta de amor e respeito ao próximo, a indivíduos e a coletividades?  

Graças aos princípios e ensinos claros e lógicos da nossa Doutrina Espírita, estamos, talvez, em condições um pouco melhores para analisar e avaliar tais situações sem que nos deixemos afundar em angústia, desânimo e pessimismo. Eu, particularmente, tenho uma amiga muito querida, juíza, que diz “existe injustiça, mas não existe injustiçados”... De minha parte, tenho pensado muito sobre essa afirmativa e penso compreendê-la: injustiça somos nós os seres humanos que praticamos no mau uso do livre-arbítrio; entretanto, aquele que é atingido sabemos que está sob a lei de causa e efeito... Ou senão, não seria possível compreender a lei divina, a justiça divina, nem a declaração de Jesus de que “é preciso que haja o escândalo, mas ai da mão que o provocar”...

N’O Livro dos Espíritos, na terceira parte, que Allan Kardec denominou As Leis Morais, está inserida como lei natural a Lei de Destruição; logo na primeira questão 728, os amigos espirituais esclarecem: “É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar; porque isso a que chamais destruição não é mais que a transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos”.

Lamentavelmente ainda necessitamos dessa lei para que se efetue essa renovação, que nos conduz inevitavelmente ao melhoramento ético, moral e fraterno. Ainda que ao custo de milênios de aprendizado, chegará o momento em que será possível para nós efetivarmos, entre todos nós, a doce recomendação do Mestre Nazareno: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

Amigos, irmãos de ideal e em humanidade, que o nosso Natal, mais do que as luzes, os presentes e os quitutes, seja um banquete que preencha nossos corações do alimento maior, que sacia toda fome e toda sede: um banquete de amor, em companhia do Mestre. Muita paz!

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