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Artigo do Jornal: Jornal Março 2015

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

Antes de entrar em qualquer consideração acerca do que o tema deste artigo propõe, devo esclarecer que pretendo trata-lo de uma forma clara e simples, assim como uma série de outros artigos, intitulando-os de “passes simples”. Todavia, tanto este como os que se seguirão, a bem da verdade deveriam ser chamados de “magnetismo simples, magnetismo coletivo etc.”. Esclareço também que para emprego pessoal eu prefiro a nomenclatura apresentada por Allan Kardec, o qual sempre se referiu ao que hoje chamamos passes pelo mais correto e apropriado nome magnetismo – seja em referência à Ciência de mesmo nome, como à sua aplicabilidade ou ainda aos potenciais energéticos existentes nas trocas e doações de fluidos.

Isto posto vamos ao assunto.

Num tom que parece demonstrar ser desconhecida a essência do chamado passe, muitas divisões e denominações foram criadas a fim de se definir o que se pretende dizer ou fazer. Quiçá por conta disso surgiram – e seguem surgindo – neologismos despropositados, mas que terminam se tornando usuais.

Passes simples foi um desses neologismos, como a dizer que existem outros passes – complexos, mistos, exóticos etc.

No caso anotado, por simples não deve ser entendido como fácil ou de reles execução. Na verdade, na maioria das vezes quer-se exprimir por passes simples a aplicação de passes sem o uso dos recursos que a técnica pode oferecer. Diz-se também que ele é o “passe espiritual”, o que, a bem da verdade, equivaleria à não necessidade da presença de nenhum passista encarnado, posto que seriam os Espíritos, diretamente, quem os aplicaria, tal como se depreende do que didaticamente propôs Allan Kardec, conforme O Livro dos Médiuns, Cap. 14, item 33, parágrafo 2º: “ pelo fluido dos Espíritos, atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para o curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito ”. Por fim, decerto por ser considerado simples, também é costume se dizer que sua aplicação não deve ser demorada – se muito, que vá aos 2 minutos.

E qual a razão disso? Basicamente dois critérios, os quais quase sempre são colocados como axiomáticos:

1- Os Espíritos são os verdadeiros ministradores dos passes; e

2- Como nada substitui o amor, basta amar o paciente.

Para sua realização informam que se o passista faz uma prece do fundo da alma e está bem consigo mesmo, nada mais precisa ser feito do que impor as mãos em determinado ponto e os Espíritos farão o demais.

Já escrevi em outros artigos que a atuação dos Espíritos não pode ser esperada como se ocorressem mágicas repentinas nas cabines de passes ou que eles estariam dispostos a derrogarem as Leis naturais, patrocinando verdadeiros milagres. A ação espiritual fundamenta-se em muitas variáveis, mas dentre elas não se encontra o comodismo – nem de quem aplica nem de quem recebe – nem tão pouco o “se tiver que dar certo dará”.

Se formos analisar friamente o comportamento por trás disso tudo, logo concluiremos que se trata de comodismos, ausência de estudos apropriados e adequados, ineficiência administrativa dos processos de ajuda e distanciamento da base kardequiana.

Passes simples deveria trazer a explicação de sua proposta para que todos conhecessem sua origem e seu alcance, a fim de saberem exatamente o que deles poderiam esperar os que com ele fossem assistidos.

Sei que minha síntese não deverá atender a todos os casos, mas o que costuma ser chamado de passe simples é aquele que não traz em si uma proposta de cura, de resposta clara na mudança de sintomas, nem de superação de fenômenos espirituais. Na realidade, o passe simples deveria ser explicitado que se destina a “atenuar tensões, aliviar pequenos desequilíbrios, ajudar na rearmonização do todo, psíquico e somático”, ainda quando sabemos que só raramente consegue chegar a tanto.

Para isso, dentro do mais elementar que podemos absorver dos ensinos clássicos do Magnetismo, será preciso que o passista esteja bem harmonizado e com vontade de bem servir; deve também estar atento ao “entrar em relação” magnética com o assistido (paciente) e se prestar ao que mais for necessário: doar, dispersar ou contribuir com a distribuição eficiente dos fluidos do próprio envolvido. Tecnicamente, esse procedimento pedirá oração (pode ser em voz alta), o estabelecimento de uma relação magnética indicativa de boa recepção dos fluidos entre ambos e encerrar os passes com dispersivos gerais não apenas próximos (até 20 cm) ao corpo do atendido, como em distâncias média (entre 40 e 60 cm) e longa (acima de 80 cm) – dessa forma se atingirá os chamados níveis ativante, médios e calmantes.

Vale salientar que se houver concentrados (imposições, circulares ou sopros quentes) nalguma região em particular, torna-se quase obrigatório o uso de dispersivos localizados nessas mesmas regiões e realizados nas mesmas distâncias com que foram feitos os concentrados, a fim de melhor promover os fluidos doados e resguardar o assistido de eventuais desarmonias posteriores.

Creio estar perceptível ser dispensável a manifestação mediúnica para essa prática.

Embora muitos queiram e até orientem que esse passe dure no máximo uns 2 minutos, posso assegurar que o mínimo ideal seria de ao menos 5 minutos.

Ressaltando que nenhum depressivo deverá receber qualquer tipo de concentrado, notadamente na fase inicial de sua terapia, deixo um abraço e espero nos reencontrarmos na próxima edição, quando escreverei sobre os passes magnéticos.

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