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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2015

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

Na edição de fevereiro, abordei acerca do que se convencionou chamar de passes simples.

Hoje trataremos dos passes magnéticos.

Tomando uma das orientações básicas de Allan Kardec como ponto de partida, no capítulo 14 de A Gênese, item 33, ele nos aponta o seguinte: “A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras: primeiro pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido”.

Esta indicação dada por Allan Kardec, por mais sintética e genérica que seja, ratifica que há sim um ‘poder magnético no ser humano’, o qual pode ser empregado em favor de outrem – a despeito de muitos acreditarem que apenas os Espíritos podem exercer o magnetismo.

Ao longo de toda obra desse mestre, incluindo aí a Revista Espírita em todos os seus tomos, o tema magnetismo é tratado, mencionado, abordado e recomendado inúmeras vezes, além de trazer vários comentários criticando fortemente o comportamento equivocado da Ciência, que tudo fazia para denegrir essa potência natural, fonte inesgotável de bênçãos: o magnetismo.

Na esteira dessas recomendações, todo estudioso ou interessado em ajudar de fato, com ciência e consciência do que faz, tem buscado na literatura clássica do Magnetismo, ou mesmo em obras que nitidamente dão seguimento no aprofundamento das práticas magnéticas, os meios de aprimoramento e melhorias em suas ações.

Ao contrário dos passes simples, os magnéticos pedem, de forma quase obrigatória, que seus aplicadores tenham conhecimento límpido do Magnetismo, dedicação nas aplicações e nos acompanhamentos dos resultados, além de vontade real de curar. E se o magnetizador for espírita, acresça-se a isso o conhecimento espírita, logicamente lastreado na obra segura de Allan Kardec, e esforço constante para domar suas más inclinações e transformar-se para melhor (conforme O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 17, item 4).

O passe magnético, em sua aplicabilidade, é um manuseio de energias físicas, portanto interagindo fisicamente, tanto em quem aplica como em quem recebe. Por isso mesmo torna-se imperioso que o magnetizador se assegure de como e do quanto de “energias” vai empregar e trabalhar, a fim de poder esperar, com segurança, os resultados que busca atingir com sua ação.

Dentro das necessidades básicas de um bom magnetizador, além do conhecimento, continuado estudo, dedicação e empenho nas tarefas e compromisso com a busca pela qualidade oferecida aos pacientes, é indispensável que ele cuide da própria saúde, física, mental, psicológica e moral, para poder “produzir e trabalhar” fluidos de elevada qualidade.

Outros pontos de total destaque é que ele deve possuir vontade firme, confiança em si mesmo, ampliar as possibilidades de tato magnético e sempre operar oferecendo o melhor de si.

Em termos de técnicas é por demais importante que ele saiba estabelecer relação magnética com os pacientes, entenda que tipos de técnicas são mais adequadas para cada caso e/ou situação, saber que o uso dos dispersivos é essencial para evitar ou vencer congestões fluídicas, procurar favorecer a que o clima de conforto, segurança e confiança no tratamento sejam elevados e, por fim, esforçar-se por aprimorar o tato magnético, eficiente guia para melhor direcionar os procedimentos e confirmar os resultados.

Ao contrário dos passes simples, os magnéticos pedem tempos mais longos em suas aplicações e o uso de mais eficientes técnicas, as quais podem variar de diversas formas.

Ajuda bastante em seus exercícios o conhecimento de anatomia e fisiologia, embora esses aspectos não transformem, por si sós, um conhecedor deles em bons magnetizadores.

É muito valioso também que o magnetizador identifique em si mesmo que centros energéticos (vitais) são seus maiores usinadores, bem como em que tipos de enfermidades e patologias sua ação magnética é mais eficiente, pois nem todo magnetizador é muito eficiente em casos diferentes.

Por fim, o magnetismo produz magnetizadores e estes são bastante humanos cabendo a cada um o próprio desenvolvimento, como bem orientou o Espírito Protetor em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo 19, item 12:

“Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem pôr a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas. (Paris, l863)”

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