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Passes de cura

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Passes são movimentos e cura é o restabelecimento da saúde; pelo menos é o que vulgarmente se diz. Na verdade, esses termos são por demais genéricos para ser bem definidos; e quando se juntam, fica um pouco mais complicado, pois as atribuições ao que se chama de “passe de cura” se transformam na cabeça de cada um.

Diz-se que passe de cura é aquele que se destina a: curar o corpo, curar a alma, curar o psiquismo, curar influências, enfim, a curar praticamente tudo. Mas noutra variante também considera como tal o passe mediunizado, o magnético, o ritualístico, o com toque, e assim por diante.

Nesta abordagem me refiro ao passe que cura.

Sendo assim surge a inconveniente pergunta: se você recebe/recebeu passes para curar uma patologia qualquer, o passe te curou ou te ajudou na cura? Se sim, ele terá cumprido seu papel; se não, certamente você terá ouvido uma das três assertivas: “é preciso ter merecimento”; “a cura só vem com mudanças interiores”; ou “estamos aqui para resgatar antigos débitos”.

Não vou dizer que essas possibilidades sejam irreais de todo, mas outra realidade muito mais evidente é que parece não existir uma busca para se aprender onde se está falhando, não acontece de se reavaliarem os esforços que devem ser empregados (pelo doente e pelo curador) em favor da cura, nem tem muita gente disposta a dar de si, de corpo e alma, para crescer e ajudar ao próximo.

Vejo os exemplos da Medicina que, apesar de laica e, de certa forma fria, não pede mudanças de condutas quando alguém, em emergência, lhe busca o socorro; simplesmente trata de atender e curar o paciente que lhe chega, ainda que fora de hora e o que será atendido dependeu de comportamentos equivocados do próprio enfermo.

Os passes de cura devem, antes de tudo, se preocupar com a cura dos que dele fazem uso. Não há lógica em se dizer passe de cura e este não ter a cura por meta real. Talvez por isso muitas Casas não adotem o termo, por medo de se comprometer com aquilo que não lhes gerou comprometimento de fato. Então passam a tarefa para os Espíritos, descarregando os insucessos à falta de merecimento dos próprios enfermos.

Muitos enfermos, disso também sabemos, têm comportamentos inadequados, não favorecendo para que a saúde se reinstale, mas a pouca eficiência dos passes produz acomodações de toda espécie, especialmente a da descrença sobre sua eficiência.

Um passe de cura pode envolver ações espirituais e igualmente de Magnetismo. Para o primeiro caso temos a chamada mediunidade curadora, tão bem delineada nas obras de Allan Kardec, especialmente em O Livro dos Médiuns e na Revista Espírita. Para as ações magnéticas, não tem jeito: ou se estuda e se experimenta ou o sucesso tem poucas possibilidades de ocorrer.

“Na Natureza não há milagres”, bem o sabemos, mas parece que estamos a querer que ele se materialize a cada instante, dotando-nos do “poder mágico” de curar sem o empenho que qualquer ciência requer de seus praticantes. E atualmente as pessoas e instituições já não podem alegar desconhecimento de causa ou de falta de material apropriado para estudos e avanços de qualidade em benefício daqueles aos quais se propõem a ajudar e, por que não, a curar! O que precisa mesmo é disposição para estudar, pesquisar, experimentar, estabelecer critérios dignos e rever os pontos acomodados que surgiram a partir do momento em que menosprezamos ou abandonamos o saber proposto por Allan Kardec e pelos Espíritos Superiores: o Magnetismo.

Se seguimos a Jesus, sigamo-lo. Vamos... e curemos! E que nossos passes sejam, de fato, passes de cura!

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