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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2015

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

Qualquer pessoa que analise as dificuldades costumeiras no trato com os aspectos psicológicos do ser humano deve deduzir, sem muitos raciocínios, o quanto deve ser complexo o lidar com mais de uma personalidade envolvida num mesmo ambiente, num mesmo corpo e se fazendo retratar numa mesma pessoa.

Respeitando que existem elementos biológicos, neuroquímicos e até sócio-educacionais que não podem ser desconsiderados, sob a ótica dos fenômenos mediúnicos, ou seja, dos envolvimentos de seres desencarnados sobre humanos, as interferências ditas obsessivas respondem por um sem-número de problemas, muitos dos quais de solução difícil.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, quando aborda a questão, em sua generalidade, nos coloca o seguinte (item 240):

“A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma como fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários” (grifei).

Para tratar dos aspectos morais, Allan Kardec desenvolve, nos itens seguintes do LM, sugestões práticas e relativamente fáceis de ser implementadas, sendo a base dessas sugestões dirigida ao próprio encarnado, o qual, por meio de mudanças e comportamentos melhor ajustados, poderá se desvencilhar dos envolvimentos obsessivos. Contudo, quando a perturbação chega a um ponto em que o nível de consciência, ou de ausência dela, deixa o envolvido desnorteado e sem domínio de si mesmo, a interferência de uma terceira pessoa se faz imprescindível; seja para dialogar com os envolvidos, seja para ajustar os padrões ditos fluídicos e/ou energéticos de ambos. Nessa situação, a ação a ser desenvolvida a fim de que tudo seja normalizado pede mais providências. E é o próprio Allan Kardec quem nos oferece direção segura a respeito. Vejamos com ele, novamente em O Livro dos Médiuns, no item 251:

“A subjugação corporal tira muitas vezes ao obsidiado a energia necessária para dominar o mau Espírito. Daí o tornar-se precisa a intervenção de um terceiro, que atue, ou pelo magnetismo, ou pelo império da sua vontade. (...). Às vezes, o que falta ao obsidiado é força fluídica suficiente; nesse caso, a ação magnética de um bom magnetizador lhe pode ser de grande proveito. Contudo, é sempre conveniente procurar, por um médium de confiança, os conselhos de um Espírito superior, ou do anjo guardião” (grifos meus).

Aí está o ponto: necessita-se de uma boa ação magnética; esta mesma que é tão pouco estudada pelos espíritas e que vem sofrendo todo tipo de incúria da parte dos que deveriam divulgá-la, estudá-la e praticá-la, de forma constante, pesquisada, aprofundada e feliz.

Mas fiquemos no foco do que trata este artigo: terapia da obsessão pelo Magnetismo.

A recomendação dada por Kardec foi de que seja buscada a ação de um bom magnetizador. O que isso quer dizer? Exatamente que um magnetizador, com conhecimento do que faz e com potencial magnético bem dirigido, seja colocado na tarefa de reconstituir a “força fluídica” do obsidiado. Convenhamos; sem estudo do Magnetismo e sem sequer se saber do quanto de potencial fluídico se dispõe, como atender a tal indicação?

A despeito dos que não querem estudar, refletir ou entender os mecanismos vitais e magnéticos que estão distribuídos nos seres humanos, o centro umeral, localizado às costas, no alto da coluna, é o principal ponto que os obsessores atacam (por vezes ficam ali exercendo seus domínios), por ser considerado como um ponto de “distribuição”, tanto do enervamento fisiológico como por onde passam os feixes ou canais energéticos, os quais poderiam ser chamados de “canais de sustentação”.

Na medida em que eles, os obsessores, ali vão exercendo seus comandos, aquela zona vai ficando cada vez mais densa, energeticamente falando, o que favorece a sua “imantação”. Cabe, por dedução, que se busque reduzir essa densificação energética a fim de que eles não encontrem terreno tão propício. Como fazer isso?

Em termos de técnicas não há maior dificuldade, muito embora, por geralmente se tratar de grandes concentrados, pede muito esforço e emprego adequado e sequenciado, com tantas sessões quantas sejam necessárias.

No caso, as técnicas transversais, simples ou cruzadas, costumam ser bastante eficientes. Mas quão mais complicado seja o caso, maior tempo de aplicação e maior número de sessões são requeridos.

Outra variante que se aplica com resultados bastante eficientes, notadamente em casos mais simples e não crônicos, são as insuflações a frio, conhecidas como sopros frios ou calmantes, dirigidos ao centro frontal, que fica um pouco acima da linha dos olhos e bem no meio deles.

Não podemos esquecer que todo tratamento magnético pede que ao final sejam feitos os alinhamentos (também chamados de harmonização), pelo menos nos níveis ativantes e calmantes.

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