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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2015

Sobre o autor

Jacob Melo

Jacob Melo

O sábio Deleuze (Deleuze, Joseph-Philippe-François 1753-1835), como o cognominou Allan Kardec, publicou seu consagradíssimo Instruções Práticas Sobre o Magnetismo Animal – Instruction pratique sur le magnétisme animal – e, com ele, provocou uma verdadeira e inesperada revolução do bem à humanidade, especialmente ao povo europeu de então. Além de abordar o sonambulismo com uma propriedade inigualável, ele dedicou um extenso capítulo a tratar das questões que dizem respeito a como eliminar dores em pacientes, mesmo naqueles casos em que as terapias médicas da época já não surtiam qualquer efeito. Mais surpreendente ainda foi o fato de ele ensinar e orientar as mães, esposas, maridos, pais, enfim, os parentes mais próximos, a manipular as próprias energias e, assim, aliviar seus amados quando não os curassem.

Mais de 200 anos se passaram e, estranhamente, essa obra foi esquecida. Embora ao tempo da Codificação Espírita os baluartes do Magnetismo tenham sido relembrados por Allan Kardec e o Magnetismo abordado incansavelmente pelos próprios Espíritos Superiores e, por isso mesmo, todos tenhamos recebido os mais valiosos incentivos a seguir-lhes os passos, algo quase inexplicável ocorreu que fez esses gênios e suas obras monumentais mergulharem no mais completo ostracismo.

17 de maio de 2012. Por ocasião do VI EMME – Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas – tivemos o lançamento, em português, dessa obra de Deleuze. Foi simplesmente arrebatador o sucesso. Tanto que embora tenha sido lançada em ambiente espírita e destinada, primordialmente, ao público espírita, pessoas não espíritas a adquiriram de forma pressurosa e ávida por ter em mãos tão digno professor, mestre, iluminado.

E o que ele ensinou acerca das dores – é de se perguntar – será aplicável nos dias atuais? Afinal, ao tempo em que ele viveu (naquela encarnação) os conhecimentos e as práticas médicas eram muito diferentes e distantes do que hoje é aplicado e sabido. E a resposta, felizmente, é sim. Isso porque as referências e indicações que ele apontava diziam respeito mais diretamente aos “centros vitais” do que a pontos ou regiões patologicamente doentes. Outra coisa notável aqui floresce: ele não considerava, em suas colocações, os centros vitais, as correntes energéticas ou quaisquer informações ditas orientais; simplesmente ela havia sentido, por sua “dupla vista”, hoje melhor conhecida como tato magnético, os centros principais que “registravam” ou “distribuíam” as dores.

O princípio fundamental que ele usou foi o seguinte: repouse uma das mãos – do magnetizador – sobre determinado ponto do paciente, o gástrico, por exemplo, e com a outra mão faça movimentos rápidos, de cima para baixo, como a arrastar o foco da dor pelas extremidades (a depender de onde se fazia a imposição, o “arrastamento” era “distribuído” pelos braços até ultrapassar as pontas dos dedos das mãos, ou pelas pernas, até além dos dedos dos pés). Esse procedimento era feito repetidas vezes, sempre em sessões que tinham a duração de mais de meia hora, a depender da intensidade e da cronicidade das dores.

É óbvio que não se limitava a isso, mas fica bastante destacado que as dispersões, promovendo esses “arrastamentos magnéticos”, eram determinantes nas vitórias contra as dores.

Infelizmente a obra citada só terá sua edição novamente em circulação a partir do final de agosto próximo, mas essa espera valerá muito, pois um universo fabuloso se abre para todo aquele que queira fazer uso dessa alavanca de bênçãos que a Divindade nos outorgou com as possibilidades do Magnetismo.

Uma inquietação final eu gostaria de dividir com você que me lê. Como é que o senhor Allan Kardec chamou o senhor Deleuze de O Sábio, sugeriu que ele fosse lido e estudado e, ao contrário disso, o meio espírita simplesmente desprezou tal sugestão? E tem mais: há vários anos temos publicado um livro notável: Magnetismo Espiritual, de Michaellus, pela chancela da FEB – Federação Espírita Brasileira. Pois bem, esse livro teve como base primordial para o levantamento das técnicas de cura e de passes, exatamente a obra de Deleuze; nem assim ele mereceu uma tradução, que deveria ter sido procedida já àquela ocasião. Por que será que a obra de Deleuze foi escondida de todos nós, por todo esse tempo, quando hoje já deveria ser corriqueiro o tratamento de dores no mundo inteiro, especialmente nas Casas Espíritas?

Ficam as reflexões para todos nós.

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