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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2015

Para a Medicina, o sonambulismo é uma doença. Porém, quando perguntou aos Espíritos a relação existente entre o sonambulismo e os sonhos, Allan Kardec recebeu a resposta de que aquele "é um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estado em que maiores amplitudes adquirem suas faculdades". Sendo assim, colocou-o dentre as capacidades naturais do ser humano, como uma das potencialidades do encarnado.

O Codificador conhecia essa faculdade graças aos seus estudos teóricos e práticos como magnetizador durante mais de três décadas. Compreensível que ele quisesse aprofundar o conhecimento buscando nos Espíritos superiores o apoio para a compreensão de tão importante fenômeno psicofisiológico. Facultando uma certa liberdade ao Espírito encarnado, o sonambulismo possibilita a manifestação de seus potenciais anímicos de diversas formas. A sua análise complementa o entendimento a respeito do próprio ser humano, pois que é a alma que se revela.

Durante o transe sonambúlico, o sonâmbulo expressa ideias que estão, muitas vezes, bem acima da sua capacidade intelectual ou que lhe são desconhecidas quando desperto. Isso chamou a atenção do Marquês de Puységur, insigne discípulo de Franz Anton Mesmer e magnetizador brilhante, quando o jovem paciente Víctor, durante o tratamento por magnetismo animal passou a orientá-lo sobre a sua doença (de Víctor) demonstrando conhecimentos que não condiziam com a sua condição de pastor de ovelhas iletrado.

Somente com o Espiritismo é que essa e outras características sonambúlicas puderam ser perfeitamente esclarecidas. Kardec solicitou explicação sobre isso aos Espíritos, cuja resposta foi registrada n'O Livro dos Espíritos, na questão 431:

“É que o sonâmbulo possui mais conhecimentos do que os que lhe supões. Apenas, tais conhecimentos dormitam, porque, por demasiado imperfeito, seu invólucro corporal não lhe consente rememorá-lo. Que é, afinal, um sonâmbulo? Espírito, como nós, e que se encontra encarnado na matéria para cumprir a sua missão, despertando dessa letargia quando cai em estado sonambúlico. Já te temos dito, repetidamente, que vivemos muitas vezes. Esta mudança é que, ao sonâmbulo, como a qualquer Espírito ocasiona a perda material do que haja aprendido em precedente existência. Entrando no estado, a que chamas crise, lembra-se do que sabe, mas sempre de modo incompleto. Sabe, mas não poderia dizer donde lhe vem o que sabe, nem como possui os conhecimentos que revela. Passada a crise, toda recordação se apaga e ele volve à obscuridade”.

O sonâmbulo quando em transe revela os conhecimentos que possui e que se encontram guardados na sua memória, aprendidos em encarnações passadas. Desprendendo-se parcialmente do corpo e de modo relativamente profundo, o Espírito consegue acessar o conteúdo aprendido em outras existências e assim revelá-lo a quem lhe ouve. Dessa maneira fala de assuntos que não fazem parte do cortejo de pensamentos com os quais lida no cotidiano enquanto desperto. Através do sonambulismo, mostra-se a alma a descoberto, desvenda-se os potenciais anímicos que farão parte da rotina futura do homem, quando a força da matéria sobre o Espírito for abrandada pela evolução dos seres e das coisas.

Após a resposta acima, Kardec achou por bem fazer uma complementação baseada nas suas experiências explicando que os Espíritos desencarnados também podem se comunicar com o sonâmbulo suprindo as lacunas intelectuais existentes. Se dá então a chamada mediunidade sonambúlica, um misto de fenômeno anímico (sonambulismo) e mediunidade. Assim o sonâmbulo tem ampliada a sua capacidade de percepção das coisas e dos Espíritos, bem como expressa os conhecimentos guardados na memória perispiritual, os quais podem ser complementados pela ajuda dos desencarnados, naquilo que ele não compreende.

Há uma diferença básica entre a mediunidade sonambúlica e a psicofonia. Nesta, o Espírito fala através do médium e se expressa em primeira pessoa: eu estou aqui, meu nome é fulano de tal... Já na mediunidade sonambúlica o Espírito fala para o sensitivo em transe o qual retransmite para quem lhe ouve em terceira pessoa: tem alguém aqui que disse se chamar fulano de tal... Escreveu Allan Kardec que "Essa dupla ação é às vezes patente e se revela, além disso, por estas expressões muito frequentes: dizem-me que diga, ou proíbem-me que diga tal coisa".

"A verdade liberta", disse Jesus. Dessa forma é que o conhecimento destes fenômenos, bem como a sua identificação adequada, ajuda num melhor aproveitamento dos potenciais do ser humano, direcionados de forma positiva, podendo ser a solução para diversos impasses que enfrenta hoje o ser humano mormente no que diz respeito às questões relativas à saúde e à doença.

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