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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2016

            Este é um dos temas que não passou despercebido de Allan Kardec quando das suas indagações aos Espíritos. Não possuindo explicações que lhe satisfizessem, buscou os Espíritos que atenderam à sua ânsia intelectual. Segundo os orientadores espirituais “o Espírito não se acha encerrado no corpo como numa caixa; irradia por todos os lados”. Isso significa que a matéria física não é obstáculo intransponível ao Espírito que pode exercer sua influência no ambiente ao redor, mesmo estando encarnado. “Segue-se que pode comunicar-se com outros Espíritos, mesmo em estado de vigília, se bem que mais dificilmente” é a continuação da resposta à mesma questão 420 de O Livro dos Espíritos. O perispírito é expansível, o que possibilita a comunicação entre vivos mesmo que não se encontrem adormecidos, nem em estado de transe, por superficial que seja.

            O Codificador incluiu a capacidade telepática na categoria dos fenômenos de emancipação da alma. Não estando o Espírito fechado no corpo, pode se emancipar em certa parcela conseguindo captar os pensamentos de outro encarnado. Entendemos que desse processo participa o magnetismo, pois na questão seguinte Kardec fala de Espíritos simpáticos, ou seja, que se atraem, sendo este o mecanismo que possibilita a captação do pensamento. Essa atração é determinada magneticamente e não afetivamente. 

            No final do século XIX, pesquisadores diversos empenharam-se em comprovar a existência do Espírito através de experimentos científicos. A telepatia foi um dos fenômenos mais estudados com vistas à demonstração de um princípio no ser humano que podia agir a despeito dos sentidos físicos. De início através de indivíduos hipnotizados, quando o sujet em estado de transe conseguia responder a perguntas mentais feitas pelo hipnotizador. Já era do conhecimento dos magnetizadores desde o século XVIII que os sonâmbulos conseguiam “ler” os pensamentos do magnetizador. Novamente o magnetismo está presente seja nos processos sonambúlicos ou hipnóticos, participando como agente interligando os dois seres que se tornam simpáticos entre si.

            No século XX destacou-se o eminente estudioso dos fenômenos psíquicos o Dr. Joseph Banks Rhine, nascido em 1895 em Waterloo, Pensilvânia. Foi o fundador da Parapsicologia, dedicando-se com mais afinco à telepatia e à clarividência em indivíduos em estado de vigília. Para comprovação dos fenômenos utilizou o cálculo estatístico das probabilidades, método empregado pela primeira vez por Charles Richet, seguido pelo casal Sidgwick, de acordo com o livro do próprio Rhine (The Reach of the Mind, 1947).

            Tendo Allan Kardec tomado contato com esse assunto nas suas experiências com o Magnetismo, era do seu interesse aprofundar a questão. Os Espíritos lhe explicam então que nós encarnados podemos nos comunicar de Espírito a Espírito sem a intervenção ostensiva do organismo físico. Como permanecemos ligados ao corpo, a sua materialidade logicamente dificulta as percepções do Espírito. Há certos sujeitos, entretanto, que conseguem um certo grau de emancipação e, entrando em relação magnética com outro encarnado, conseguem penetrar os seus pensamentos, sentir os impulsos da outra alma, compreender os seus sentimentos, mesmo que nada disso tenha sido verbalizado.

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