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Artigo do Jornal: Jornal Agosto 2013
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     Não há a menor dúvida em se afirmar que o homem é um uma animal violento e repleto de agressividade.

     Filósofos, antropólogos e psicólogos tem se perguntado: por que o homem é tão agressivo e violento? Uma resposta a esta pergunta de que se valem os estudiosos desse assunto é a de que a nossa violência é parte de nossa natureza e é transmitida pela hereditariedade. Assim, não ficamos violentos como queria Jean Jacques Rousseau mas nascemos violentos Explicam eles que os primeiros homens tiveram que disputar as cavernas onde viviam com os ursos; e as presas com os predadores. Com isso o homem tinha que lutar contra os outros animais e contra o meio-ambiente para que pudesse sobreviver. Assim, era preciso desenvolver o instinto de caça e aprender a atacar e a se defender, a matar para comer e isso implicava em violência e agressividade.

     Pouco a pouco, o homem compreendeu que, para sobreviver deveria se reunir em grupo ou sociedades. Para isso teria que reduzir a sua agressividade a níveis aceitáveis. Formou-se então o pacto social que é garantido por leis que punem aqueles que violam este mesmo pacto. Desta maneira, matar, roubar, estuprar mulheres, cometer incesto, ficou proibido e o que praticasse tais atos seria punido. O pacto social, porém, não eliminou a violência humana, apenas a reprimiu. Sigmund Freud teve razão ao afirmar que o homem enquanto ser natural é produto da repressão.

     Esta ideia embora de natureza materialista, não é diferente do modo como o Espiritismo vê esta mesma questão. Segundo a Doutrina dos Espíritos, o espírito nasce simples e ignorante, Este estado de ignorância primeira nos autoriza a pensar que em suas primeiras encarnações o espírito não pode encarnar em um ser humano. Daí a teoria defendida por Leon Denis, Emmanuel e a Filosofia budista, entre outros, segundo a qual, o espírito passa pelo reino mineral, vegetal e animal antes de reencarnar em um corpo humano. Se essa hipótese for verdadeira, de fato existe em nós instintos primários que adquirimos quando estagiamos no período da animalidade.

     A espiritualidade para impedir que o homem continuasse violento o tempo todo, fez com se desenvolvesse em nós a semente da religiosidade que nos foi impressa pela nossa origem divina. Com base nesse instinto religioso, criaram-se as religiões que serviram de freio para conter agressividade humana, reorientando-a para caminhos mais positivos.

     Acontece, porém, que em função do livre arbítrio, alguns espíritos desviados do bem não se curvaram ao desígnios da lei de Deus e a cada encarnação, ocupando lugar de destaque na vida militar, religiosa e, civil, tomados por sentimentos menores, como o orgulho, a vaidade, o egoísmo e a insensibilidade, foram se afastando cada vez mais da luz divina.

     Esses espíritos, voltando ao plano espiritual, não se modificam e se associam ao que há de pior do outro lado da vida e prosseguem desafiando a lei do amor e promovendo a violência.

     Como modificar esse estado de coisas? Tentemos uma resposta:

     I.P.Pavlov, o maior estudioso do reflexo condicionado, esclareceu que um condicionamento pode perder a prontidão das respostas e isso depende da continuidade do processo condicionante. Isso significa que, se uma pessoa má decidir parar de fazer coisas negativas, poderá descondicionar- se e deixar de ser má.

     Quando o Espiritismo insiste na ideia da reforma intima, está propondo o nosso descondicionamento no mal. Assim, se um espírito busca fazer o bem, estará do mesmo modo condicionando-se também só que no sentido oposto ao anterior . Dessa maneira, criando hábitos novos e repetindo-os sempre em cada uma de suas encarnações, e um dia, o bem fará parte de sua natureza espiritual e não mais se voltará para o mal.

 
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