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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2014

Sobre o autor

Cláudio Sinoti

Cláudio Sinoti

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As grandes plantações começam na condição de pequeninas sementes, nas quais se encontram guardadas as possibilidades futuras, a depender da qualidade do solo, do meio ambiente e dos cuidados que se lhe dediquem.

Joanna de Ângelis, Espírito cujo testemunho cristão vem desde as primeiras horas, não se encontrava alheia aos clamores das almas sofridas da Terra, que sem rumo e esperança aguardavam uma resposta dos “céus”. Sensibilizada, programou junto aos Benfeitores da humanidade, sob as bênçãos de Francisco de Assis, um amplo programa de educação de almas.

Do lado “de cá”, contou com a faculdade mediúnica de Divaldo Franco, a dedicação amorosa de “Tio Nilson” e com os trabalhadores que voluntariamente se dispuseram ao labor regenerador, aceitando o convite para dar novos rumos à existência. 

Como parte desse amplo projeto, há exatos 50 anos, era lançada a obra Messe de Amor, primeiro de mais de uma centena de livros que viriam após, direta ou indiretamente por ela intuídos. O significado de messe é bem propício ao simbolismo da semente: “terreno dedicado ao cultivo e que se encontra em boas condições para a colheita”. A mensagem era clara - a humanidade, cujos avanços tecnológicos e culturais surpreendiam em intensidade, não poderia abdicar da presença do amor, pois a iluminação somente se efetiva quando conseguimos unir a pródiga razão à energia do sentimento sublime.

A Benfeitora já previa em suas páginas – há “muito trabalho a desenvolver em prol do futuro”... – e não desdenhou do esforço necessário, oferecendo-nos ferramentas valiosas para a nossa jornada de autodescobrimento.  Das páginas de consolo, estimulo e esclarecimento, seguiram-se outras que ampliaram o entendimento da alma humana, apoiadas na tríplice base de sustentação proposta pelo Codificador Allan Kardec: ciência, filosofia e religião. E em todas elas, esplende o Evangelho de Jesus, Seus exemplos e ensinamentos, como norte seguro em nossa caminhada individual e coletiva.

No campo científico, apresentou sua pré-ciência dos avanços do futuro, estabelecendo em Estudos Espíritas, no ano de 1967 (portanto 32 anos antes de Dean Hamer nos apresentar a descoberta do “Gene de Deus”): “Examina a estrutura de uma molécula e o seu finalismo, especialmente diante do DNA, do RNA de recente investigação pela Ciência, que somente a pouco e pouco penetra na essência constitutiva da forma, na vida animal, e a própria indagação responde silogisticamente de maneira a conduzir à causa essencial de tudo: Deus.”

Sua base filosófica, ao contrário das “filosofias pessimistas e doutrinas religiosas arbitrárias (que) estabeleceram que a vida é sofrimento e que toda tentativa para a libertação dele resulta em malogro lamentável”, apresentava alternativamente:  “O Espiritismo vem conclamando o homem para o respeito a Deus, a si mesmo, ao próximo, a todas as expressões vivas ou não que lhe constituem o ambiente em que está localizado, para aprender e ser feliz, assim adquirindo a sua plenitude.” 1

E no campo religioso, chama a atenção com sabedoria: “É necessário que a proposta religiosa se expresse no trabalho em favor do homem lúcido, ao invés da repressão daquele ser inferior que nele vige, ajudando-o a melhorar-se, a cooperar, evitando que se rebele e o agrida”. 2

São apenas alguns exemplos dessa obra grandiosa a serviço de todos nós, dessa Messe que somos convidados a fazer parte. Joanna de Ângelis percebeu em nosso mundo íntimo o que não nos dávamos conta: as possibilidades enormes de crescimento e o tesouro que se encontra escondido e adormecido, aguardando mentes conscientes a fazê-lo brilhar.

A Divaldo Franco, que temos na condição de pai querido, e à mãezinha espiritual que nos acolheu e estimulou nesse grave momento da humanidade, nossa profunda gratidão, parabenizando-os pelos 50 anos de Messe de Amor, que continua a semear e a colher os frutos onde quer que se apresentem almas em busca de regeneração.


1 Plenitude. Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco

2 Triunfo Pessoal.  Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco

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