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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2014

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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GERSON SIMÕES MONTEIRO CONCEDE ENTREVISTA AO ESCRITOR MARCUS ALBERTO DE MARIO SOBRE O LIVRO REGRESSOU NUMA ESTEIRA DE LUZ EM COMEMORAÇÃO AOS 10 ANOS DO CORREIO ESPÍRITA - DIREITOS AUTORAIS PARA O JORNAL CORREIO ESPÍRITA.

Escritor Espírita e Produtor do Programa

Destaque na Imprensa Espírita da Rádio Rio de Janeiro

 

Marcus Alberto (MA) – Primeiramente gostaria de saber qual o novo livro que você está lançando?

Gerson – Estou lançando pela Editora Ideia Jurídica, parceira da Editora Novo Ser, o livro REGRESSOU NUMA ESTEIRA DE LUZ, pela passagem dos dez anos de publicação do Correio Espírita, cujos direitos autorais foram cedidos para o CENTRO CULTURAL CORREIO ESPÍRITA.

 

MA – E do que trata esse novo livro?

Gerson – Esse livro aborda questões relativas à benevolência, a indulgência e ao perdão, a nosso ver, eficazes antídotos de muitas de nossas doenças. Para confirmar esta assertiva, trazemos as considerações do Espírito Emmanuel no capítulo “Saúde”, da obra Pensamento e Vida, psicografada por Chico Xavier, ao dizer:

“A saúde é assim como a posição de uma residência que denuncia as condições do morador, ou de um instrumento que reproduz em si o zelo ou a desídia das mãos que o manejam. A falta cometida opera em nossa mente um estado de perturbação ao qual não se reúnem simplesmente as forças desvairadas de nosso arrependimento, mas também as ondas de pesar e acusação da vítima e de quantos se lhe associam ao sentimento, instaurando desarmonias de vastas proporções nos centros da alma, a percutirem sobre a nossa própria instrumentação. Semelhante descontrole apresenta graus diferentes, provocando lesões funcionais diversas.

A cólera e o desespero, a crueldade e a intemperança criam zonas mórbidas de natureza particular no cosmo orgânico, impondo às células a distonia pela qual se anulam quase todos os recursos de defesa, abrindo-se leira fértil à cultura de micróbios patogênicos nos órgãos menos habilitados à resistência.

É assim que, muitas vezes, a tuberculose e o câncer, a lepra e a ulceração aparecem como fenômenos secundários, residindo a causa primária no desequilíbrio dos reflexos da vida anterior.

...Nossas emoções doentias mais profundas, quaisquer que sejam, geram estados enfermiços”.

Portanto, a obra Regressou numa Esteira de Luz se propõe exatamente a desenvolver temas relacionados à conquista da paz de espírito, fruto dos sentimentos gerados pela Benevolência, pela Indulgência e pelo Perdão, que é expressão da caridade como entendia Jesus, com base na resposta à questão 886 de O Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec.

 

MA – Você então poderia relacionar para os leitores do Correio Espírita os temas abordados nessa nova obra?

Gerson – No capítulo 1, por exemplo, com o título Vamos nos Conhecer?, eu inicio com uma reflexão sobre o nosso autoconhecimento, com um pensamento do Espírito André Luiz, de que “é sempre fácil examinar as consciências alheias, identificar os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre, e retificar as más qualidades de quem segue conosco.

Para melhor entendimento desse assunto, utilizo também a figura facilitadora da “Janela de Johari”, apresentada no livro Desenvolvimento Interpessoal, de Fela Moscovici. A Janela nada mais é do que as iniciais dos nomes dos autores Joseph Luft e Harry Ingham. Este modelo diz que existem áreas do nosso comportamento e atitudes que nós conhecemos e outras que não conhecemos. As pessoas que se relacionam conosco também enxergam nossos comportamentos e atitudes, da forma deles, tendo também uma área conhecida para eles sobre a nossa pessoa e uma outra área desconhecida. A janela representando a nossa personalidade é dividida ao meio. Na sua primeira parte temos o lado “Conhecido pela Pessoa”, e na segunda parte o lado "Desconhecido pela Pessoa”. Porém, tanto a primeira quanto a segunda são subdivididas, por sua vez, em duas áreas cada.

Nos capítulos seguintes, entre outros temas: A Paciência é uma caridade; Perdoar é ser inteligente; Nunca reclamou da vida; É preciso ser mais humilde; A caridade da língua; Quem ama perdoa; A Força do exemplo; Perdoar é preciso; Abraços que salvaram vidas; Uma doce claridade saiu da sacola; Atire-lhe a primeira pedra; Você é capaz de partir o pão etc.

 

MA – E entre esses temas abordados você colocou biografias de pessoas que viveram os ensinamentos de Jesus de como Ele entendia a Caridade, ou seja, BENEVOLÊNCIA, INDULGÊNCIA, E PERDÃO. Quais biografias você apresenta?

 

Gerson – Na verdade apresento extratos biográficos de alguns vultos que vivenciaram aqui na Terra o BIP DA CARIDADE, risos... (Benevolência, Indulgência e Caridade), a saber:

HAMILTON NAKI, um sul-africano de 78 anos, desencarnado em maio de 2005. A história dele é uma das mais extraordinárias do século vinte, pois Naki era um grande cirurgião. Foi ele quem retirou, do corpo da doadora, o coração transplantado para o peito de Louis Washkanky em dezembro de 1967, na Cidade do Cabo, África do Sul, na primeira operação bem-sucedida de transplante cardíaco humano. Naki era talvez o segundo homem mais importante da equipe que fez o primeiro transplante de coração da história. Mas não podia aparecer porque era negro no país do apartheid. O cirurgião-chefe do grupo, Christian Barnard, tornou-se uma celebridade mundial instantaneamente. Mas Hamilton Naki não podia nem sair nas fotografias da equipe. Quando apareceu em uma delas, por descuido, o hospital informou que se tratava de um faxineiro.

ANÁLIA FRANCO, após a Lei do Ventre Livre (1871) conceder a liberdade aos filhos de escravos, tomou conhecimento que eles, ao nascerem, já estavam previamente destinados à “Roda” da Santa Casa de Misericórdia, onde eram deixados os recém-nascidos abandonados. E as crianças, por serem impróprias ao trabalho, eram expulsas das fazendas, passando a perambular pelas estradas. Diante disso, Anália trocou o seu cargo de professora na capital de São Paulo por outro na área rural, a fim de socorrê-las.

AMAZONAS HÉRCULES foi exemplo de coragem diante das adversidades da vida. Nascido em Manaus, no dia 05 de setembro de 1912, ficou órfão do pai antes de nascer e da mãe aos quatro anos de idade. Sua madrinha, Lydia Cardoso Fernandes, a partir de então, passou a criá-lo. Ela, por ser espírita, deu-lhe as primeiras noções do Espiritismo, conduzindo-o às reuniões da Federação Espírita do Amazonas, de cujas atividades participava como voluntária. Em 1954, Amazonas, portador da doença causada pelo bacilo de Hansen, antigamente chamada de lepra, internou-se na Colônia de Curupaiti, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, onde desencarnou em 28 de abril de 2004, aos 91 anos de idade.

CHICO XAVIER nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade de Minas Gerais, próxima à capital, Belo Horizonte, batizado com o nome de Francisco de Paula Cândido, filho do operário João Cândido Xavier e da lavadeira Maria João de Deus. Em abril de 1966 pediu a retificação de seu nome para Francisco Cândido Xavier, o que lhe foi judicialmente autorizado. Aposentou-se como funcionário público federal.Veio a desencarnar no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba (MG), cidade onde viveu a partir de janeiro de 1959.

 

MA – Além desses vultos você menciona nos seus comentários outras figuras que servem de exemplos de abnegação e desprendimento?

Gerson – Evidente, relato fatos vivenciados por Bezerra de Menezes, José Luiz do Espírito Santo, Maria, mãe de Jesus, e Clélia Soares da Rocha.

 

MA – Agora, para informação de nossos leitores, quais os demais livros de sua autoria?

Gerson - Além de Espiritismo, o que realmente você precisa saber, publicamos outros seis pela Editora Novo Ser: Morreram e voltaram para contar; Reencarnação é possível provar; Aqui se faz, Aqui se repara; A vida pede passagem; Materializações de Chico Xavier e outras recordações e O Que a Bíblia não fala sobre Jesus, cujos direitos autorais cedemos para o Lar Anália Franco.

Pela Editora MAUAD foram os seguintes: Suicídio e suas Consequências, Entusiasmo para Viver e Ser Mais Feliz (direitos autorais cedidos a USEERJ, hoje CEERJ); O Que Ensina o Espiritismo e Aprender Mais com O Espiritismo. A cessão dos direitos autorais desses dois últimos livros transferi para a Rádio Rio de Janeiro, Espiritismo – o que realmente você precisa saber, pela Editora Ideia Jurídica, parceira da Novo Ser. E a obra No Roteiro de Jesus, que reúne uma coletânea de 59 capítulos extraídos de 8 livros ditados pelo Espírito Humberto de Campos (Irmão X), ao médium Chico Xavier, os quais foram editados pela Federação Espírita Brasileira (FEB). Embora seja uma obra de compilação, os direitos autorais, por exigência legal, foram cedidos para a própria FEB. Aliás, no caso de No Roteiro de Jesus, segundo disse alguém, eu poderia ser intitulado de “Irmão Y”, porque de fato o legítimo autor é o Irmão X.

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