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Saulo de Tarso

Saulo de Tarso

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Com índice reduzido de criminalidade e uma população respeitosa às leis, advogados no Japão já não são mais tão necessários

Saulo de Tarso

       Interessante artigo publicado na Revista Consultor Jurídico, por seu correspondente João Ozório de Melo, que aborda a crise do sistema jurídico japonês por falta de demanda e processos jurídicos para manter a estrutura de advogados, promotores e juízes no país asiático.

       Com uma economia que alcançou bons índices econômicos, não há quase falência de empresas. Por sua vez também os números de ações civis, protocoladas a cada ano não se altera há mais de uma década. Não há quase contenciosos entre as empresas ou entre os consumidores.

Litígios entre pessoas também são raríssimos, porque os japoneses culturalmente procuram resolver suas disputas por meios informais, como através de negociações privadas entre as partes envolvidas, e tradicionalmente são muitos rigorosos com suas leis.

       Os japoneses têm um Judiciário que, costumeiramente, pune as duas partes em litígio. Promove um desestímulo a  judiciar-se controvérsias e com isso as pessoas pensam duas vezes antes de ir à Justiça.

Box 1 Advogados por 100 mil habitantes em 2015

Estados Unidos  377 / Reino Unido 240  / Alemanha 202  / França 91  / Japão 29

Box 2  Lei de Sociedade - Capítulo VII -  de O Livro dos Espíritos        

766. A vida social é natural?

                Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Deus não deu inutilmente ao homem a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.

768. O homem, ao buscar a sociedade, obedece apenas a um sentimento pessoal ou há também nesse sentimento uma finalidade providencial de ordem geral?

                O homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer, não possui todas as faculdades; precisa do contato com outros homens. No isolamento ele se embrutece e se estiola.

Comentário de Kardec: “Nenhum homem dispõe de faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados”

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       Como bem pontuou o insigne codificador do Espiritismo, vem nos ensinar que as leis que regem as relações entre os seres humanos bem como com os seres desencarnados e com a Natureza, devem servir para o melhoramento das condições físicas dos viventes deste Planeta.

“Cada existência além de refletir as vidas precedentes, possui seu próprio dinamismo, gerando novas situações e acontecimentos”. Assim sendo, as desigualdades sociais e as injustiças sociais nem sempre são as consequências de atos de nossas encarnações anteriores. Muitas vezes são as consequências diretas dos atos da vida presente.

       Observamos através dos números as grandes diferenças entre culturas, em dados estatísticos da OMS - Organização Mundial da Saúde, que no início do século XXI a sociedade do nosso planeta Terra apresenta grandes desigualdades no atendimento das necessidades básicas como: água, alimentação, saúde, educação, habitação, saneamento básico etc.

       A História já mostrou que as injustiças sociais acabaram destruindo as sociedades que as fomentavam. Há consenso internacional que a América Latina é a África são as regiões mais desiguais do mundo.

       Em pleno século 21, existem no mundo 27 milhões de escravos. No Brasil, 50% dos domicílios não tem coleta de esgoto e quase 20% ainda estão sem água potável encanada.

       Do ponto de vista espírita “a justiça consiste no respeito aos direitos de cada um”. Portanto, a justiça social engloba o acatamento que devemos ter, cada um dos membros da sociedade, aos direitos de todos os outros seres humanos encarnados neste Planeta.

       Traçando um paralelo entre os dados apresentados com o Japão, podemos observar que há uma diferença abissal, pois no pais asiático não há escravos, analfabetos, todas as residências possuem água potável encanada e que os índices de corrupção estão abaixo de 1%. E isso já nos basta como exemplo de vida e cidadania daquele povo que já alcançou culturalmente grande avanço nesse ainda empobrecido planeta Terra.

       Mas, nós espíritas, possuímos uma ferramenta grandiosa, que é a Doutrina Espírita , que nos ensina a enfrentar os grandes problemas sociais. Ela é de fato uma ciência experimental e filosófica, pois nos leva à convicção de que devemos colocar em ação nossas atitudes fraternas para o bem-estar de toda a sociedade e com isso a implantação da justiça social em nosso Brasil, coisa que os japoneses já conseguiram.

Segundo Allan Kardec, a renovação da Humanidade só se processará através da EDUCAÇÃO. E, seria um exemplo dos japoneses a forma de convivência pacífica, que há de reinar entre os homens para os próximos séculos?

       Muita Paz!

Bibliografia:

Revista Consultor Jurídico - www.conjur.com.br

O Livro dos Espíritos - Cap. VII

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