pteneofrdeites
Artigo do Jornal: Jornal Maio 2015
Compartilhar -

João chegava ao trabalho sempre bem humorado. Sorria, cantava pelos corredores, abraçava os mais chegados. A hora em que ele adentrava as portas da repartição, parecia que o mundo se iluminava, diante de sorriso tão radiante.

Pedro arrastava-se para o trabalho, sempre mal humorado. Reclamava e grunhia pelos corredores, desviava de seus desafetos, virava a cara para os subalternos. A hora em que ele adentrava os portões da repartição, o ambiente se tornava cinza, lúgubre, diante de tanto amargor.

O humor, bom ou mal, se manifesta no cotidiano, nas coisas simples, nos gestos habituais, que marcam o nosso ser e que nos fazem, a cada dia, ser o que somos.

Entretanto, mais do que uma questão da nossa vida cotidiana, o humor é uma questão de escolha, de disposição íntima diante das agruras que enfrentamos, alguns mais, alguns menos dores, mas todos na luta como espíritos encarnados. 

O humor tem muito a ver com a forma que nós carregamos nosso fardo e não com o tamanho dele. O fardo, em nossas costas, é sentido, e não visto. Vamos ajeitando-o, revezando a dor. Para o alívio, alguns cantam, outros murmuram.

Quem não gosta de trabalhar com pessoas bem humoradas? Quem não foge de pessoas ranzinzas, rabugentas? Esse halo, luminoso ou trevosos, que acompanha o humor, serve de atração ou repulsão, na chamada lei de afinidade. Difícil ter amor de mau humor!

É preciso ter compaixão do mal humorado. É preciso aprender com a pessoa bem humorada. Posturas extremas que podem contribuir para a solução ou para o agravamento dos problemas enfrentados.

Não consigo imaginar Jesus mal humorado. Pessoas iluminadas que passaram pela Terra, medalhões da moral, figuram em suas fotografias com sorrisos amáveis. O sorriso, com a sua força contagiante, a gargalhada com a sua expansividade e o riso com a sua sintonia, são as forças que os espíritos elevados souberam dispor de forma magistral.

O mal humor, pela força dos dias, pode se converter em mágoa, ódio, depressão, conduzindo a criatura encarnada ao pânico, à solidão, ao crime e à tristeza. Diante dos problemas, é preciso não permitir que se instale o mal humor em nosso semblante!

A cada dia que nasce, o sol nos brinda com seus raios, a corar nossos rostos, a fazer brilhar o que há de melhor em nós. Cada dia é um convite da divindade para recomeçarmos, uma mini reencarnação na qual os desafios se renovam e, com eles, o crescimento.

Para enfrentar cada dia na longa estrada da vida, necessitamos regular o nosso humor, fazer dele o tempero que faz nossos dias diferentes e que se espalha em nosso caminho.

A escolha é nossa! Temos sempre a possibilidade de chavear o nosso dia, para o bom ou mal humor. Uma opção que, sem dúvida, só tem uma resposta certa.

Compartilhar
Topo Cron Job Iniciado