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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2015
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A fila foi um recurso criado para o atendimento de um grande número de pessoas em bancos, lojas, cinemas, teatros, repartições públicas. A ideia da fila é respeitar o direito daquele que chegou primeiro. Em muitos casos, as pessoas chegam a dormir na fila para garantir o seu lugar.

Então chega uma pessoa quando a fila já está formada e, como quem não quer nada, olha para um lado e para o outro e se mete na frente de uma pessoa mais fragilizada, como uma senhora idosa ou uma criança. Nesse momento, as outras pessoas, ao notarem que a fila foi furada, reclamam em voz baixa ou alta contra o mal educado. Ele, porém, não dá maior importância, pois acredita que as coisas não passarão das queixas e murmúrios. Continua na fila e alcança o seu objetivo.

Alguns fura-filas mais espertos apelam para o “jeitinho brasileiro”: olham para a frente da fila e se encontram algum conhecido pedem a ele que pague as suas contas e, com este recurso, não entram na fila. Muitas vezes, a pessoa que recebe a incumbência de pagar a conta que não é sua fica um tanto constrangido. Contudo, para evitar problemas acaba por aceitar ser usado.

Este tipo de comportamento é imoral no melhor sentido desta palavra. Em primeiro lugar, porque não respeita o direito de uma pessoa que levantou cedo para conseguir um bom lugar na fila. Em segundo lugar, porque o fura-fila se considera superior às outras pessoas, uma vez que não quer se sujeitar à regra a que todos estão sujeitos. Em terceiro lugar, não percebe que as pessoas que ali estão também desejam pagar suas contas para fazer outras coisas e que ele não é o único a ter pressa.

Um outro problema que esta pessoa não conhece é o seguinte: quando alguém fura fila, as pessoas que se julgam prejudicadas falam coisas negativas e emitem pensamentos pesados contra ele, já que estão muito irritadas. Pensamentos de ira ou de ódio são como flechas energéticas atiradas contra um determinado alvo psíquico, e isso não pode fazer bem àquele que é alvo de tais pensamentos.

Por fim, as pessoas que estão neste caso são, em geral, egoístas, insensíveis, aproveitadoras e tais defeitos em nada ajudam a evolução de um espírito. É certo que o fura-filas pode dizer que nunca roubou nem nunca matou, mas isso não faz dele um espírito bom, uma vez que ele ainda não se livrou de efeitos não menos importantes para a caminhada em busca dos Mundos Maiores.

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