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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2015

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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EM DEFESA DA VIDA

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 800 mil suicídios por ano acontecem em todo o mundo, e que pelo menos 20 vezes mais tentativas de autoextermínio são tentadas anualmente, ou seja, seriam mais de 20 milhos de tentativas não consumadas de suicídio todos os anos. São números assustadores e que nos pedem algo mais do que simplesmente o espanto. Ainda mais quando as pesquisas constatam que o suicídio é uma realidade presente na vida dos jovens.

E por que as pessoas procuram a saída do suicídio? São várias as causas: depressão, dificuldade financeira, desilusão amorosa, família desagregada, miséria e outras mais. Agora, há uma causa relevante que deve ser levada em consideração: a falsa ideia que a morte é o fim de tudo, portanto, de todos os aborrecimentos, dificuldades, desilusões e problemas. É um equívoco. Através da Doutrina Espírita temos a comprovação que a vida continua depois da morte. Na verdade o que morre é o corpo, mas não a alma, a individualidade consciente que somos.

Carregamos para o mundo espiritual os aborrecimentos, dificuldades, desilusões, problemas com o peso do remorso e a aflição do sofrimento de ter infringido a lei divina, pois a vida pertence a Deus e somente Ele pode dispor dela. Na vida que continua, segundo depoimento de Espíritos suicidas, o sofrimento é muito grande, inclusive com a repercussão mental e perispiritual da decomposição do corpo, assim como da aflição que acomete familiares e amigos, pois os pensamentos desequilibrados dos que ficaram atingem o Espírito suicida.

Como podemos perceber, o autoextermínio é uma porta falsa. Muito melhor confiar em Deus e acionar a força de vontade para vencer os obstáculos, sejam quais forem, e continuar a viver, afinal tudo passa, menos a presença e a misericórdia divinas.

Estamos num mundo de expiações e provas, portanto é natural que não tenhamos apenas alegria e paz, mas a reencarnação é uma bênção, oportunidade para aprendermos, para reparamos o passado e crescermos espiritualmente. Acionemos as ferramentas da paciência, tolerância, operosidade, humildade, fraternidade e caridade, e veremos a luz não apenas no fim do túnel, mas muito além dele. Viver sempre será, tenhamos certeza, a melhor opção.

 

Marcus De Mario é Educador; Escritor; Palestrante e Consultor Educacional.

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