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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2015
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Comecemos por lembrar ao nosso leitor que é inflação grave dirigir falando ao celular. Mesmo assim, costumamos ver pessoas tranquilamente cometendo esta inflação como se fosse a coisa mais natural deste mundo.

O motivo para que seja proibido dirigir falando ao celular é o fato de que quem está no volante precisa ficar inteiramente concentrado naquilo que está fazendo. A desatenção tem sido a causa de muitos acidentes graves e com vítimas. Diariamente, lê-se nos jornais que um motorista bateu no carro da frente por ter ficado curioso com um acidente acontecido na outra pista. Simples fração de segundo de voltar a cabeça na direção do acidente provocou a batida.

Ora, quando se fala ao celular, naturalmente se mantém uma conversa com o interlocutor que se encontra do outro lado da linha telefônica. Uma conversa exige atenção da parte de quem ouve e de quem fala e, se uma dessas pessoas está dirigindo, terá que dividir a sua atenção entre a conversa telefônica e o ato de dirigir.

Os espíritas costumam apresentar, nesses casos, o argumento atenuante. Dizem eles que nada acontece por acaso e se o motorista, ao causar o acidente, provocou a morte ou a lesão grave em outra pessoa, este fato estava previsto e, quem sabe, era uma prova ou uma expiação que a vítima do acidente ou o próprio motorista deveria passar.

Este argumento, entretanto, não é inteiramente válido e não exime de responsabilidade ou de culpa, quem o provocou. Jesus, no seu evangelho, tem uma frase que vale a pena reproduzir aqui: o escândalo deve vir, mas, ai daquele por quem o escândalo vier. Assim, mesmo imaginando que a vítima tivesse que passar por esta expiação, quem a provocou não deixa de ter culpa e de responder por isso de algum modo. Principalmente se o produtor do acidente foi desleixado na condução do veículo, desatento, despreocupado, sem perícia e mesmo sem qualificação para dirigir.

Assim, quando vemos uma pessoa dirigindo e falando ao celular, não podemos achar que estamos perante a uma cena comum, banal, sem consequência. Estamos, em verdade, ante uma atitude de irresponsabilidade. A atitude correta é desligar o celular enquanto dirige e se o esquecer ligado, não atendê-lo quando ele chamar.

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