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Artigo do Jornal: Jornal Abril 2016
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“Santificado seja o Vosso nome”!

A Lei de Adoração é uma das Leis Morais contidas no Livro Terceiro, Cap. II, item I dO Livro dos Espíritos. O Livro Terceiro do LE deu origem aO Evangelho Segundo o Espiritismo (29/4/1864), a parte moral dos ensinos de Jesus.

Para entender realmente o que significa ADORAR vamos buscar o seu significado no dicionário Houaiss: Adoração - singular, feminino. Ato ou efeito de adorar. Veneração, culto que se rende a alguém ou algo que se considera uma divindade.

A Lei de Adoração é uma lei natural ou divina e tem como características ser Eterna e Imutável como nos esclarece a questão 615 do LE. Eterna como o próprio Deus e imutável porque não muda de tempos em tempos ou segundo as necessidades como as leis humanas.

E na resposta dos Espíritos Superiores à pergunta 614 do LE temos um roteiro da felicidade relativa: “A lei natural é a Lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou não fazer e ele só é infeliz porque dela se afasta”.

Como temos inscrita a Lei de Deus na consciência (621 LE) mais felizes seríamos se sempre e a qualquer instante nos guiássemos por ela.

O objetivo da adoração é “a elevação do pensamento a Deus. Pela adoração o homem aproxima sua alma de Deus” (q.649 LE).

Na Doutrina Espírita não temos nenhuma prática nem adoração de símbolos ou imagens, e o LE na resposta à questão 653 nos informa que “a verdadeira adoração é a do coração”.

O pensamento é radiação eletromagnética poderosíssima, que ativa e conduz fótons antimateriais magnetizados, portadores das mais diversas propriedades de indução mental e física e, quando carregados de estímulos salutares de ordem espiritual e natureza superior, são suscetíveis de causar e otimizar estados positivos. (Revista O Reformador. Setembro/1987 ano 105, págs. 28 e 29).

Fácil concluir que nos basta o pensamento com a vontade bem direcionada para entrarmos em sintonia com a espiritualidade superior e com Deus.

Mas se nós espíritas não temos rituais, símbolos e imagens, vale ressaltar que muitas religiões ainda possuem esses elementos, e devemos respeitá-las, porque a adoração exterior não é condenável se feita com o coração, como nos esclarece a q. 653-a do LE. Nosso saudoso Chico Xavier narrou no programa televisivo Pinga Fogo, que quando ainda frequentava a Igreja Católica, através de sua mediunidade, viu por várias vezes a hóstia sagrada emitir raios luminosos pelo crente que a recebia com o coração puro e fé inabalável.

Para adorar a Deus não temos necessidade de um lugar específico ou hora marcada. Podemos fazê-lo a todo momento. Caminhando na rua, admirando um pôr do sol, trabalhando, cuidando de uma criança. O pensamento será sempre o mais importante.

A prece é um recurso que devemos utilizar, pois abre um canal com o Criador, proporciona um estado de paz íntima que nos acalma e proporciona uma atitude de receptividade das energias superiores. Mas nunca devemos esquecer que também adoramos a Deus através de nossas ações diárias, como a gratidão à vida, o reto proceder e o esforço para levarmos ao próximo o nosso melhor!

 

Bibliografia: O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - FEB

Revista O Reformardor - Setembro/1987 - ano 105, págs. 28 e 29.

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