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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2016

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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Os tempos atuais trazem vários estilos de vida, a maior parte atrelada às sensações físicas. Vivemos pelo corpo e tão somente pelo corpo, muitas vezes com tal intensidade que literalmente acabamos com ele em pouco tempo através dos excessos alimentares, do consumo de drogas, da sexualidade sem controle, da ingestão de bebida alcoólica, do trabalho sem limites, entre ansiedades e estados depressivos, sem abrir espaço para cogitações de ordem espiritual sobre nós mesmos e nossa relação com os outros.

Nesse quadro de viver freneticamente, ou de simplesmente deixar que a vida nos leve, e o que vier é lucro, marcamos a existência com doenças orgânicas e desequilíbrios emocionais, perdendo o rumo com facilidade, pois são frágeis os laços com metas e objetivos mais transcendentes, que poderiam trazer paz de espírito e fazer luz sobre dúvidas, angústias, aflições de toda ordem.

Tudo isso revela que não sabemos nos amar, não sabemos valorizar quem somos, a alma imortal que deve estar no comando do corpo e que vai sobreviver a ele. O tempo, esse tesouro divino, quando bem utilizado traz belas compensações através das experiências adquiridas, da sabedoria acumulada pelas reflexões e ações no bem, fazendo com que entendamos que o corpo, por mais se faça por ele, é instrumento que desgasta, é perecível e passageiro. Viver pelo corpo e para o corpo é ilusão e falta de amor próprio.

Se não sabemos amar a nós mesmos, como saberemos amar o outro? Se não sabemos nos respeitar, como saberemos respeitar o outro? O amor é a base da vida, porque Deus é amor e tudo está mergulhado no amor, entretanto insistimos em viver envoltos nos véus do egoísmo e do orgulho, gerando um individualismo violento que vem caracterizando a sociedade humana e colaborando para males sem fim.

Temos que aprender a amar a nós mesmos para aprender a amar o próximo, e assim aprender a amar a Deus. O amor é a solução. Vivido e sentido, marcará uma nova era na humanidade. Deixemos que ele habite, em definitivo, nosso coração.

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