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Artigo do Jornal: Jornal Julho 2016

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Em dias atuais, observamos a participação ativa dos jovens em nosso momento político brasileiro. Cheios de vigor e empolgação, moças e rapazes se manifestam através da mídia, marcham para as ruas, pintam seus rostos, e até em nossos jornais escolares reivindicam melhores dias para o nosso Brasil, coração do Mundo e Pátria do Evangelho, nas palavras de Humberto de Campos, o irmão X, como é popularmente conhecido entre nós, espíritas.

       É entre os jovens que iremos encontrar o mais amplo grupo de eleitores. Jovens, em sua maioria, anseiam completar a idade correta para poder manifestar seu voto e, quando pensamos no futuro, visualizamos com esperança o mundo que deverão e buscarão encontrar, dentro das gerações vindouras.

       E isso para nós não se torna nenhuma novidade, pois o maior peso para conduzir o futuro político do Brasil estará nas mãos dos espíritos mais jovens, que chegam à Terra cheios de novas ideias e ideais.

       O filósofo grego Aristóteles escreveu: o homem é um "animal político" e deve usar sua capacidade de ação para agir orientado por uma moral, de modo que suas ações e juízos resultam ora em vício, ora em virtude.  

       Para nós, que estudamos a Doutrina Espírita, é notório perceber que a vida do homem em sociedade está totalmente ligada a princípios educativos.

       Esta é a base da própria Doutrina Espírita e, ao estudá-la, somos chamados a empreender a nossa autoeducação, educação essa que se firma em um conteúdo extremamente político, pois muda nossa forma de ver o mundo e de nos relacionarmos dentro dele.

       O Espiritismo nos ajuda a enxergar a política com outros olhos, já que, trabalhando a moralidade e a negação dos vícios, nos permite almejar e aguardar de nossos governantes melhores condições de vida em grupo, onde apoiados nessa igualdade social tenhamos a base para administrar a sociedade de forma mais justa e igualitária.

       Doutor Adolfo Bezerra de Menezes, o nosso “Kardec brasileiro”, teria afirmado: “Para nós, a política é a ciência de criar o bem de todos, e nesse princípio nos firmaremos”, honrando com galhardia suas sábias palavras.

       Bezerra de Menezes, além das muitas atividades dentro do movimento espírita, foi também Vereador, Presidente da Câmara Municipal da Corte e Deputado Geral, desempenhando essas funções com competência e conduta exemplar.

       Jesus, nosso grande educador e líder, plantou bases sociais e políticas.

       Quando em seu Evangelho conclama a todos a vivenciar seu Reino de Amor, não estaria Ele apresentando a mais elevada fórmula de vida político-administrativa entre os povos? 

       Apoiada nessas verdades , deixo um convite à reflexão:

       Seja você, jovem espírita, a brandura, o discernimento, a coragem e o exemplo ao expor suas ideias de forma serena e equilibrada.

       O espírito Emmanuel, no livro Paz e Libertação, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos faz um importante chamado através de sua Mensagem à Mocidade Espírita:

       Mocidade é poder. 

       Entretanto, se o poder não aceita a orientação do bem, depressa se converte em tirania do mal. 

       Mocidade é liberdade.

       Todavia, se a liberdade foge à disciplina é, invariavelmente, a descida para deplorável situação.
       Mocidade é chama. 

       No entanto, se a chama não sofre o controle do proveito justo, em breve tempo se transformará em incêndio devastador. 

       Mocidade é força. 

Mas, se a força não estiver sob a direção da justiça, pode converter-se em caminho para a loucura. 

       Pense sempre nisso, jovem do nosso Brasil, coração do Mundo, pátria do Evangelho!

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