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Artigo do Jornal: Jornal Setembro 2016

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Melissa Santos

Melissa Santos

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Chegou a hora de festejarmos e valorizarmos os Jogos Paralímpicos, que vão acontecer nos dias 07 a 18 de setembro. Mais de 4 mil atletas de 176 países vão competir aqui no Rio. E a expectativa é  das melhores! O Brasil vai ter a maior delegação: 278 atletas que vão disputar 22 modalidades, com a missão de levar o nosso País à quinta posição no quadro geral de medalhas. E temos grandes chances de pódio, principalmente na natação, bocha, vôlei sentado, futebol de 5, goalball, judô e esgrima em cadeiras de rodas.

Mas a Paralimpíada é mais do que medalhas de ouro, é a superação da superação! Nos jogos brilham atletas de alto nível, todos portadores de deficiências sensoriais ou físicas. Os esportes são adaptados. O vôlei, por exemplo, é jogado sentado no chão. Já o basquete, o tênis, o rugby e a esgrima são em cadeiras de rodas.

Mas há também esportes mais específicos para os Jogos Paralímpicos. O futebol de 5 é disputado por atletas com deficiências visuais. A bola contém um guizo que emite sons para que os jogadores saibam a direção. Assim como o goalball (muito parecido com o handebol), onde os atletas também tem deficiência visual e jogam vendados. Só que em vez de chutes, eles tem que arremessar a bola com as mãos até o gol do adversário.

Os atletas paralímpicos podem ser considerados heróis. Porque eles mostram ao mundo que é possível viver e realizar sonhos apesar dos problemas, limitações e desafios da vida.

No Livro dos Espíritos, na questão 132, está escrito: “Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão.

Aproveito para fazer a você, leitor, um convite. Observe com o coração a Paralimpíada . Veja como é possível fazer o que muitos considerariam impossível. Como podemos ser felizes em meio às nossas dificuldades. E até mesmo como podemos alcançar o inalcançável, se nos esforçamos para isso diariamente. E lembre-se do exemplo desses atletas heróis em cada momento de sua vida.

 

Box - Intercâmbio olímpico e paralímpico

 

Atletas olímpicos também aprendem muito com os paralímpicos. O Correio Espírita conversou com exclusividade com a atleta de levantamento de peso, Jaqueline Antônia Ferreira, que representou o Brasil nesta Olimpíada, na categoria até 75 kg.

Medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no ano passado, Jaqueline viveu uma experiência muito interessante com atletas paralímpicos, no caso, com a equipe de bocha, formado por atletas com elevado grau de paralisia cerebral ou deficiências severas: “é fantástico o poder de superação dos atletas paralímpicos, vejo como uma lição de incentivo muito grande.

 Acho que a mídia deveria divulgar mais, para mostrar para nossos futuros e presentes atletas, que tudo é possível, desde que se tenha um objetivo”, contou Jaqueline com emoção e completou: “acompanhei por algum tempo a seleção da bocha paralímpica e tive uma visão totalmente diferente deles. Dedicam-se muito, treinam todos os dias.”

Nossa campeã brasileira de Levantamento de Peso foi descoberta em um projeto social na Vila Olímpica de Duque de Caxias. E do encontro com os atletas paralímpicos, viu até uma possibilidade de trabalho futuro, depois das competições: “eles poderiam estar em casa, com pena de si mesmo, mas fazem o contrário. Foi um aprendizado muito rico pra mim. Vi possibilidades de trabalhar com pessoas especiais. A rotina deles é normal, como de um atleta olímpico, só que a diferença é que eles vencem todos os dias!”

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