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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2016

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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Há um movimento a favor da legalização do aborto, não apenas em nosso País como também em muitos outros, alegando-se que estamos diante de um grave problema de saúde pública face aos abortos clandestinos que são feitos, com graves consequências para as mulheres, muitas delas desencarnando pelas consequências de tal ato. Então seria muito melhor que esse procedimento, legalizado, fosse feito na rede pública ou particular, com o consentimento da mãe, minimizando assim esse quadro atual.

Temos, com o Espiritismo, algumas sérias ponderações a fazer. A primeira delas é que o direito à vida é cláusula pétrea da nossa Constituição Federal, ou seja, é cláusula que não pode ser modificada ou contrariada. Toda lei ou regulamentação que fira esse preceito é inconstitucional, e nós, espíritas, apoiamos integralmente esse dispositivo da nossa lei maior. Outra ponderação é que a vida não nos pertence, e sim a Deus. Somente o Criador pode dispor de nossa existência, pois somente Ele sabe tudo de cada um de seus filhos, e reencarnar é bênção divina para prosseguirmos nossa caminhada evolutiva rumo à perfeição. Portanto, sempre que decidimos pelo aborto, estamos cometendo um crime perante a lei natural, pois não temos o direito de decidir sobre a vida de alguém que não pode se defender.

Alega-se o direito da mãe em decidir sobre o seu corpo, e, de fato, como temos livre-arbítrio, isso é certo, mas sobre a sua vida, o seu corpo, sempre arcando com as consequências, materiais e espirituais de sua liberdade de escolha, mas esse direito não se estende ao corpo de outra pessoa, o Espírito que está moldando o novo corpo, na esperança de reencarnar.

Se você, que está lendo este texto, já tiver abortado, saiba também que aqui mesmo na existência terrena esse ato pode ser reparado através da dedicação a crianças desamparadas em trabalho voluntário junto a instituições de amparo à infância; pode ser reparado pela adoção de uma criança órfã; pode ser reparado na dedicação à evangelização das crianças no Centro Espírita; e também trabalhando pela conscientização sobre o crime do aborto perante a vida imortal.

Digamos não ao aborto, e sim à vida.

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