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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2016

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Nos jornais, na TV, em família ou entre amigos, a violência tem estado presente em nosso dia a dia. Todos nós, de alguma maneira, já vivenciamos ou ouvimos falar de algum tipo de violência, fazendo com que pesquisadores de todo o mundo busquem fórmulas capazes de entender suas causas e de como superá-las.

Na escola, atos de violência se apresentam paralelamente ao abusivo uso de drogas. Professores são agredidos, alunos vitimizados pelo “bullying”, gangues rivais disputam territórios dentro e fora do universo escolar, tornando-se assim os principais personagens de diversas situações que se desenrolam diante de nossos olhos perplexos e muitas vezes desacreditados de uma cultura da paz.

Se alguém nos perguntasse se nós somos violentos, muitos responderíamos, imediatamente, que não. Todavia, a violência não se resume apenas na desigualdade e nas guerras, nos crimes praticados contra os semelhantes. Ela também se apresenta em nossa vida cotidiana.

Através de pequenos gestos, o nosso corpo pode deixar vir à tona a violência que ainda trazemos no mais íntimo de nosso ser. A entonação de voz, a impaciência com que lidamos com determinadas situações, o egoísmo de querer obter sempre o primeiro lugar, podem se tornar estopins de atos extremamente desagradáveis e violentos.

Pesquisadores afirmam ainda, que a miséria, a desigualdade social tem sido fatores importantes para a disseminação de atos violentos, mas não podemos negar que a violência também está nas camadas econômicas mais altas. C rianças que não são induzidas a seguirem regras disciplinares, incorporam à sua formação a sensação de domínio, de gestos desregrados e fatalmente tornam-se violentos sociais.

O pesquisador americano Robert Blum, da Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, concluiu através de interessante pesquisa que a causa da agressividade das crianças da classe média americana é falta de amor.

Segundo ele, a criança que não se sente amada, querida e cuidada pelos pais torna-se violenta. Esta situação se agravou a partir dos anos 60, quando mais mães entraram no mercado de trabalho, ficando mais de 12 horas longe dos filhos, provando assim que a negligência também é fator preponderante na agressividade das crianças.

Em termos estatísticos, no Brasil, a grande maioria dos casos de violência contra crianças e jovens, tem os pais como principais agressores. Atos violentos de abuso do poder parental, tais como espancar, beliscar, xingar, consideradas como medidas de educar e disciplinar, próprias do poder dos pais, são atos violentos que se não forem trabalhados adequadamente, podem se constituir em falta grave perante associações ligadas à família.

Para nós, espíritas, o livre-arbítrio, que é o poder que tem a vontade de se determinar por si mesma, é quem define nossas ações.

Segundo a questão 872 de O Livro dos Espíritos, a questão do livre-arbítrio se pode resumir assim: O homem não é fatalmente levado ao mal; os atos que pratica não foram previamente determinados; os crimes que comete não resultam de uma sentença do destino. Pensemos nisso!

Iniciemos em nós uma cultura da paz. Grandes heróis de nossa história venceram grandes batalhas sem usar de violência. Gandhi, Madre Teresa de Calcutá e, acima de tudo, o nosso Mestre Jesus eram brandos no falar. Está em nossas mãos!

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