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Artigo do Jornal: Jornal Dezembro 2016

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Espíritas!, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo.  (Espírito de Verdade. Paris, 1860.)

 

       Há alguns dias, um pedido de desculpas feito por um pai extremamente amoroso movimentou a internet. O texto foi divulgado em uma rede social pelo pai da estudante de serviço social Micaela Lins e rendeu muitos comentários na página da jovem, que respondeu: Eu amo você pai e você nem precisa saber escrever para eu te amar!

O caso comoveu a internet e a jovem, aproveitou para fazer um alerta através de sua página no Facebook, lembrando que infelizmente nem todos na vida tem as mesmas oportunidades.

A estudante criticou as pessoas que debocham daqueles que não sabem ler nem escrever. Ao invés de se irritar com essas pessoas, deveríamos era cobrar das autoridades melhorias em nosso sistema de ensino.

A jovem acrescentou ainda que saber escrever direito não é inteligência, é privilégio e concita as pessoas para que tenham uma postura mais gentil com aqueles que apresentam essa dificuldade.

Nos diz Pedro de Camargo (Vinícius) em seu livro O Mestre na Educação, que é preciso não confundir instrução com educa­ção. A educação abrange a instrução, mas pode ha­ver instrução desacompanhada de educação.

A instrução relaciona-se com o intelecto: a edu­cação com o caráter. Instruir é ilustrar a mente com certa soma de conhecimentos sobre um ou vários ramos científicos. Educar é desenvolver os poderes do espírito, não só na aquisição do saber, como es­pecialmente na formação e consolidação do caráter.

Trazendo à tona a palavra educativa do mundo espiritual, nos dizem os espíritos que é na família que começa a nossa grande oportunidade de soerguimento.

A filha amorosa que teve a oportunidade de frequentar um curso universitário, de galgar maior conhecimento, estende ao pai suas mãos amorosas , reconhecendo nele o emissor da educação que recebeu, mesmo não tendo ele a oportunidade de adquirir nenhuma instrução. Bonito gesto. Belo exemplo!

Ao estudar a Doutrina Espírita, aprendemos que fomos criados simples e ignorantes, mas com potencialidades a serem desenvolvidas. Não existem seres privilegiados. Os mais adiantados são os que mais se esforçaram.

Muitas vezes encontramos pessoas cultas, instruídas, mas sem nenhuma educação perante aos valores morais.

Seremos sempre educandos na escola da vida. Ao longo de nossa existência na terra, estaremos sempre nos educando e crescendo, caminhando e ensinando, trocando e recebendo, a fim de atuar com nosso conhecimento sobre o mundo ao nosso redor. Pensemos nisso!

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