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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2017
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“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus realizou, que se fossem escritas uma por uma, nem mesmo – suponho – o mundo teria lugar para os livros escritos”. (João 21:25)

Narram os textos sagrados que Jesus viveu entre nós por aproximadamente três anos, realizando fenômenos e prodígios, sendo certo que nem todos foram relatados, conforme a afirmação de João Evangelista. Neste período, restituiu a visão aos cegos, fez paralíticos andarem, “ressuscitou” mortos, evangelizou, transformou água em vinho, perdoou pecadores e produziu fenômenos de materialização entre outros fatos. Influenciou e reformulou completamente o comportamento da humanidade. Tudo isso com fim de nos guiar para a comunhão absoluta com Deus.

O Doce Rabi da Galileia usou o tempo em que permaneceu encarnado junto a nós de forma útil, valorizando cada momento de forma a nos deixar um legado de preciosos ensinamentos morais e feitos para a posteridade. Sua lição foi de amor, sempre através dos Seus exemplos de humildade e simplicidade. Nasceu na manjedoura, entre os animais. Na vigência de Seu mandato não dispôs de um teto ou lar, tampouco um lugar para repousar a cabeça. Entretanto, conclamou a humanidade a buscar incessantemente os tesouros espirituais que a traça não rói, a ferrugem não destrói e homem não rouba. A simplicidade foi a tônica de sua pedagogia.

 

As Faculdades de Jesus

Todos os Seus prodígios nada de sobrenatural possuíam, muito pelo contrário, todos explicáveis de acordo com as leis que regem a natureza. Para produzir estes prodígios, Jesus não precisou de intermediários, agia por si mesmo em virtude do seu poder pessoal.

O insigne codificador em A Gênese , capítulo XV, “Os Milagres do Evangelho”, no item 1, afirma que os fatos considerados milagrosos catalogados nos Evangelhos, têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma que o Mestre Jesus possuía. Informa também Allan Kardec no item 2 do citado capítulo, que segundo a definição dos espíritos, Jesus era médium de Deus, ou seja, entre Ele e Deus não haviam intermediários, muito pelo contrário, Ele era o intermediário entre nós e Deus. Esta afirmação, com propriedade, do Codificador nos ressalta as faculdades de Jesus. Como cocriador do planeta, possuía o conhecimento necessário para manipulação da matéria através do seu magnetismo. Sabia como ninguém através desta combinação de fluidos atingir o resultado almejado, sempre com a permissão de Deus, uma vez que Ele mesmo afiançou que não veio mudar a Lei e sim cumpri-la. Ou seja, respeitou as leis e os limites por elas impostos. Um médium, via de regra geral, necessita da assistência do mentor espiritual para atividade mediúnica, seja nos passes de cura, na assistência fraterna aos desencarnados (desobsessão).

Assistência recebida por Jesus, era enviada diretamente por Deus. Não existiam intermediários. Ao analisarmos Jesus, utilizamos critérios de acordo com a nossa inteligência e maturidade, que são incapazes de nos dar uma margem segura de entendimento. O qualificamos como o maior médium, psicólogo ou filósofo que já existiu. O Mestre foi muito mais do que estas qualidades e do que podemos compreender neste momento. Os dados que possuímos são insuficientes para entender a sua grandeza. Jesus é muito mais do que temos considerado.

 

O Divino Escultor, Governador Planetário

De acordo com as teorias mais aceitas, a Terra teria iniciado sua formação há aproximadamente 4,6 bilhões de anos. O benfeitor espiritual Emmanuel, em o livro A Caminho da Luz , nos informa que Jesus comandou esta formação, secundado por uma legião de trabalhadores divinos. Talhou a escultura geológica do planeta, definindo as leis da natureza, a organização da vida, os corpos físicos, bem como a estrutura de progresso da humanidade.

Tudo em acordo com o mandato que lhe fora outorgado por Deus e em harmonia com os ciclos planetários. Desde os primórdios do planeta, Jesus é o nosso governador espiritual. Podemos entender assim, que muito antes do planeta existir, Jesus já era um espírito superior. Em O Livro dos Espíritos , questão 625, os benfeitores espirituais respondem ao Codificador que Jesus é o espírito mais evoluído que viveu na Terra, servindo-nos de modelo e guia.

Emmanuel, em o livro O Consolador , na questão 243, nos informa que no planeta Jesus é o fundamento de toda a verdade. Diz ainda o benfeitor que Sua evolução se verificou em linha reta para Deus, ou seja, Jesus construiu sua trajetória evolutiva sempre no bem. Responsável direto pelo nosso progresso moral e nossa evolução espiritual nos ensina a sair da cegueira do egoísmo (raiz de todos os nossos vícios – questão 913 de O Livro dos Espíritos ). É Ele o nosso pastor. É o enviado de Deus para reconduzir o rebanho de filhos transviados do amor e da verdade. Seu amor por nós é tão grande que não desdenhou a necessidade de estar encarnado para nos mostrar o clarão do Evangelho. Que os seus exemplos possam sempre nos estimular ao bem maior.

 

Fontes bibliográficas

- Dias, Haroldo Dutra. João, capítulo 21, O Novo Testamento/ tradução de Haroldo Dutra Dias. – 1. Ed. 2. Imp. – Brasília: FEB, 2013.

- Emmanuel (Espírito). O Consolador ; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – 29. ed. – 1. Imp. – Rio de Janeiro: FEB, 2013.

- Emmanuel (Espírito). A Caminho da Luz ; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – 37. ed. – 3. Imp. – Rio de Janeiro: FEB, 2008.

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Livro dos Espíritos / Allan Kardec; tradução de Albertina Escudeiro Sêco. – 5. ed. – Rio de Janeiro: CELD, 2011.

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