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Artigo do Jornal: Jornal Março 2017
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“Da mesma forma, também vós, quando virdes essas coisas acontecerem, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que esta geração não passará enquanto não tiver acontecido tudo isto. Passará o céu e a terra. Minhas palavras, porém, não passarão. Quanto à data e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, somente o Pai”. (Marcos 13, 29-32)

 

A passagem acima, retratada também em os Evangelhos de Mateus 24, 32-36 e Lucas 21, 29-33, é intitulada Parábola da Figueira. O figo, naquele tempo, ao lado do trigo, da cevada, do centeio, da azeitona, da amêndoa, do bálsamo e da mirra, era um dos produtos mais importantes. A parábola de singular sabedoria retrata que quando a figueira se enche de ramos e folhas, este período coincide com a chegada do verão, ou seja, uma nova estação, o fim de um ciclo e o início de outro.

Jesus faz analogia para explicar a mudança dos ciclos da humanidade, quando podemos entender que “maduro o homem, sinal da mudança dos tempos, da chegada de um novo ciclo”. A figueira representa o homem; o figo, o amor que pode brotar de nossos corações; a chegada do verão, a entrada de uma nova estação, representa a regeneração da humanidade. Identificamos nas palavras do Doce Rabi da Galileia, o sentido figurado de seu ensinamento, pois uma estação não muda de um dia para o outro, conforme uma se vai outra vem a substituir. Assim se dá com o homem, com o planeta, pois os ciclos de mudança não possuem data e hora determinados para que aconteçam.

 

As Predições

Nostradamus, Calendário Maia, Data Limite para 2019. Muitos ditos profetas, filósofos, adivinhos, espiritualistas têm se especializado na arte da predição do futuro. Desde a leitura da “sorte” individual até a previsão de eventos coletivos de grandes escalas, muitos se revezam na divulgação de suas previsões, muitas vezes bombásticas.

Conforme se depreende da leitura e compreensão de O Livro dos Espíritos, questões 868 e seguintes, informam os benfeitores espirituais que o futuro pode ser revelado ao homem em casos raros e excepcionais e com a permissão de Deus. Sendo Deus onipresente e onisciente, sabendo que o conhecimento do futuro pode facilitar o progresso da humanidade, este permite que lhe seja revelado. Ora, só se revela aquilo que está pronto! Revelar significar tirar o véu, tornar-se conhecido, mostrar-se.

Assim em linhas gerais o futuro já está definido, podendo ser alterado, de forma relativa, pelo livre arbítrio do homem. Fazendo uma escolha, o homem atrai para si uma espécie de destino “consequência da posição em que se acha colocado”, logo desta consequência não poderá escapar. A humanidade, de tempos em tempos, é brindada com descobertas, grandes invenções, novas tecnologias, novos tratamentos para doenças e novas vacinas para epidemias.

Para corroborar nossas considerações lembramos as três grandes revelações enviadas por Deus e dirigidas por Jesus: Os Dez Mandamentos, O Novo Testamento, A Doutrina dos Espíritos. Ressaltamos que estas revelações se deram de acordo com a maturidade do homem em momentos cruciais da humanidade. Imaginemos, por exemplo, se a Doutrina dos Espíritos fosse revelada a época de Moisés? O povo não se encontrava como a figueira da parábola acima, pronto para um novo ciclo, uma nova estação. Assim, estas revelações vieram no momento certo impulsionar a humanidade para a evolução moral, em total sintonia com as afirmações dos benfeitores espirituais ao Insigne Codificador nas questões 868 e seguintes.

 

Estabelecimento de Datas e Épocas

Allan Kardec, na obra A Gênese, capítulo XVI, Teoria da Presciência, informa que para Deus e os Espíritos Puros, o que é futuro para o homem é presente para Eles, pois que vê todos estes fenômenos simultaneamente. Aduz ainda o codificador que para o Criador o tempo não existe “o princípio e o fim do mundo são o presente”. Relata ainda que as revelações como imaginamos, são muito mais advertências do que satisfação da vã curiosidade. Informa também que o tempo serve apenas para regular as relações materiais humanas, pois para o mundo espiritual a duração e o espaço são infinitos.

Alerta que quando um Espírito estranho à Terra vem aqui se manifestar, não pode assinar datas, por mais que lhe seja possível, porém, as mais das vezes nenhuma utilidade descobre nessa identificação de datas. Informa ainda que a impossibilidade de fixação de datas encontra óbice, pois na maioria das vezes as minúcias estão subordinadas ao livre arbítrio.

Afirma que os Espíritos verdadeiramente ponderados nunca predizem para épocas determinadas, limitando-se a nos prevenir do seguimento das coisas que convenha conheçamos, finalizando que a insistência para obter informes é expor-se às mistificações dos Espíritos levianos, daí o perigo que resulta a busca desenfreada por informações do futuro, para satisfação da simples curiosidade.

Emmanuel, no livro O Consolador, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, na questão 144 informa que “Os Espíritos de nossa esfera não podem devassar o futuro, considerando essa atividade uma característica dos atributos do Criador supremo, que é Deus. Nossa conclusão, querido leitor, é que devemos trabalhar nosso presente de forma salutar e saudável, no exercício da prática do bem, pois só assim garantiremos um futuro feliz.

 

Fontes bibliográficas:

- Emmanuel (Espírito). O Consolador; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 29ª Ed. 1ª Imp. Rio de Janeiro: FEB, 2013.

- Kardec, Allan, 1804-1869. O Livro dos Espíritos / Allan Kardec; tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5ª Ed. Rio de Janeiro: CELD, 2011.

- Kardec, Allan, 1804-1869. A Gênese / Allan Kardec; tradução de Guillon Ribeiro. 2ª Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2011.

- Parábolas e Ensinos de Jesus / Cairbar Schutel. 23. ed. Matão/SP: O Clarim, 2009.

- Bíblia de Jerusalém, Nova Edição Revista e Ampliada. 1ª Ed. 1ª reimp. São Paulo: Paulus, 2013.

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