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Artigo do Jornal: Jornal Março 2017

Sobre o autor

Marcus de Mario

Marcus de Mario

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Você me escreve, amigo, chorando as lágrimas da saudade da esposa que retornou ao mundo espiritual através da morte do corpo físico, e eu reconheço a legitimidade de suas lágrimas depois de tantos anos de convivência, de trocas, de carinhos e construção de um ideal com a companheira que momentaneamente se despede da vida física. Benditas são as lágrimas da saudade! Mas, ouve, essas lágrimas não podem lhe paralisar, pois na verdade a morte não existe, a vida sempre continua, e vocês poderão se reencontrar nos sonhos e, depois, quando chegar a sua hora de partir pelas portas da chamada morte, que é a ressurreição para uma nova vida, ou melhor, a vida verdadeira, que é a do espírito imortal que todos somos.

Não somos o corpo, embora ele nos seja um grande referencial. E nem mesmo o corpo morre, pois os elementos que o constituem retornam para a natureza, dando início a um novo ciclo de vida. Relembre os momentos bonitos da convivência e utilize a oração para manter-se em equilíbrio e abençoá-la, e não pare, ocupe-se sempre utilmente, dando continuidade ao existir, pois tudo passa, menos a misericórdia de Deus, que continuará a abençoá-los, mesmo que momentaneamente distanciados, pelo menos do ponto de vista físico, pois espiritualmente, através do amor, sempre estarão ligados.

A mensagem espírita sobre a imortalidade da alma, sobre a vida que continua depois da morte, sobre o amor que nos une pela eternidade, deve prevalecer. Não se deixe abater, pois se ficar sufocado pelas lágrimas isso lhe prejudicará e também a ela, que deseja o melhor para você.

As portas da morte são estradas que conduzem para o retorno ao mundo espiritual, de onde todos viemos e para onde todos, um dia, vamos voltar. Então, lamentos, gemidos, gritos de desespero e paralisia do existir não têm razão de ser. Confiança em Deus e perseverança no existir é o que deve caracterizar todo aquele que teve a “perda” de um ente querido. A morte não existe. Então, depois das lágrimas da saudade, que poderão voltar vez ou outra, continue a viver, na certeza que o amanhã lhe reservará a alegria do reencontro, mais cedo ou mais tarde, na medida em que fizer do amor o roteiro de luz de sua vida.

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