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Artigo do Jornal: Jornal Outubro 2017
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A internet mudou a nossa relação com a informação e com a sua credibilidade, de forma que multiplicaram-se os problemas de conteúdo e, consequentemente, diminuiu o tempo de consumi-los e criticá-los.

Nesse sentido, a cada dia, nas redes sociais, matam uma celebridade que está vivinha da silva, viralizam montagens fotográficas e se espalham versões sem fatos, movidos por interesses por vezes claramente identificados, ou simplesmente pelo desejo de se obter cinco minutos de fama a todo custo.

O boato, ou hoax, é um fenômeno inevitável da internet e das suas redes sociais, sediado na natureza humana, e que pela sua expansão tem como frutos dissabores, crimes, trazendo insegurança e medo por uma gama de notícias bombásticas e catastróficas, que inibem a credibilidade desses meios de comunicação, com as verdades perdidas nesse mar de invencionices.

E os estudiosos do assunto nos prescrevem medidas simples para que, como usuários das redes sociais e também como produtores de conteúdo, não sejamos propagadores de inverdades ou que não sejamos ludibriados em nossas opiniões e decisões pela boataria infundada.

Assim, verificar o teor do que é dito à luz da razão, do bom senso, cotejando a informação com outras fontes de outros lugares e tempos, certificando-se da sua origem e base documental, é o cerne de todas as medidas preventivas nesse assunto.

Ah, mas dá um trabalhão isso, nesse mar de informações em que estamos imersos. É verdade, e por isso, a prudência e a paciência devem estar em nossa cabeça quando o dedo coça para apertar o botão de compartilhar.

Essa lógica de verificação do teor do que é recebido também se aplica a prática mediúnica. Harmonizado aos métodos de Allan Kardec, em especial n’O Livro dos Médiuns, pode-se, em uma comparação grosseira, dizer que a internet é o plano espiritual e que os sites produtores de conteúdos são os médiuns e deles recebemos cotidianamente informações, muitas delas replicadas na internet de verdade.

E assim, como o internauta incauto, que em tudo acredita e compartilha, nós como espíritas, por vezes recepcionamos ingenuamente tudo que vem do mais além, esquecidos da necessidade de usar a razão como guia para a verificação daqueles conceitos, servindo-se também das múltiplas fontes preconizadas por Kardec.

Aceitam-se, assim, coisas estapafúrdias, absurdas, incoerentes com os pilares da doutrina e a boa lógica, por vezes confiando simplesmente a identidade dos médiuns e do suposto emissor desencarnado, sem atentar para a mensagem.

O professor Rivail, quando lançou as obras básicas, assumiu um pseudônimo e ainda, das diversas comunicações mediúnicas utilizadas, pouco se sabe da identidade dos espíritos e nada das dos médiuns. Há um grande aprendizado nessa postura.

Quanto mais informação circulando na internet (ou no circuito mediúnico de livros, psicografias e palestras), maior o risco de se levar um gato por lebre, o que enseja cuidados ao ler, aceitar ou replicar verdades oriundas da comunicação mediúnica, independente do médium ou espírito comunicante.

Os hoaxes, boatos da internet, como fenômeno da comunicação de massa, tem muito a nos ensinar no que tange a comunicação mediúnica, não só pelos remedinhos preventivos, mas pelos prejuízos que causam a coletividade informações inverídicas. Podemos citar vários casos, seja nos casos da internet, mas também pelas informações mediúnicas que afrontam a razão.

A solução é antiga. Kardec já dizia... e esta que manteve até hoje a sua obra com credibilidade e sustentabilidade. Utilizar-se da razão, de múltiplas fontes, com o bom senso que nos permite navegar não só pela rede, mas pela vida e seus mares revoltos.

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