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Artigo do Jornal: Jornal Novembro 2017

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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Tenho ouvido muitos relatos de pais e familiares preocupados. A depressão entre jovens, adolescentes e até crianças parece estar aumentando de modo assustador e o assunto também tem sido focado em nossas palestras, sempre que somos convidados a falar sobre temas ligados à família.

Segundo dados da OMS (organização Mundial de Saúde), a depressão é a maior causa de doença e incapacidade na sociedade moderna e tem acometido jovens de todas as faixas etárias e de diversas camadas sociais. 

A princípio sutis, os sintomas incluem alterações no sono, no humor e no apetite, tudo isso acompanhado de imensa tristeza e desespero. Isolamento social, dificuldade de concentração e ideias suicidas também compõem esse quadro, levando novas reflexões às famílias, dentro e fora da Casa Espírita.

De acordo com médicos e psiquiatras ouvidos, a depressão é resultado de uma complexa combinação de fatores. Segundo os geneticistas, é possível que a genética influa na química do cérebro, causando esse estado. O uso prolongado e excessivo de algumas substâncias pode contribuir com esse quadro. Pais com histórico de depressão também podem influenciar a esses jovens.

Normalmente, tanto a depressão leve quanto a sua forma mais aguda são tratadas com remédios e com a ajuda de psiquiatras e psicólogos. Psicopedagogos, que cuidam mais diretamente daquilo que ocorre no universo dos envolvidos, dentro da escola, tais como bullying e dificuldade de aprendizado, também podem ajudar no tratamento.

A depressão compromete tanto a mente como o físico do indivíduo e é uma condição muito mais severa que as reações normais de tristeza. Não podemos classificá-la como um simples “baixo astral” passageiro, mas sim como uma enfermidade, que precisa de tratamento e atenção especial.

A depressão é uma doença tão antiga quanto o próprio homem. Nascida nas profundezas da alma, se reflete na solidão e na baixa estima que se apresenta em nossos dias. As pessoas estão necessitadas de amor, de um abraço, de uma palavra de carinho. O isolamento, a insegurança e o medo que estamos vivenciando em nossa vida cotidiana pode contribuir de maneira significativa para o agravamento desse estado. O advento da comunicação de massas, nos possibilita estar cada vez mais próximos um dos outros e, no entanto, mais afastados emocionalmente.

A busca desenfreada por bens materiais também é um fator preponderante para a disseminação desse mal. A falta de uma postura idealista e de valores morais e éticos torna o ser humano ressentido e desacreditado dessa força maior que chamamos Deus.

Para nós espíritas, o conhecimento de que trazemos em nossas bagagens dificuldades cometidas no passado, podem operar em nossa mente, estados de desarmonia e desequilíbrio e por isso, devemos implantar em nosso espírito, o cultivo de valores e virtudes através de nossa reforma íntima.

Jovem, se você está acometido desse mal, busque na Casa Espírita o entendimento para essa doença da Alma. Priorize atendimento médico, profissionais que podem ajudá-lo nessa dificuldade, mas não se esqueça de que devemos compreender os porquês dessas experiências negativas atuando em nossa alma e através do estudo da Doutrina Espírita, isso será possível.

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