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Artigo do Jornal: Jornal Fevereiro 2018

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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“Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos fundamentos morais da Criação, assim como um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor”. Emmanuel

Ao longo de nosso trabalho com os jovens, temos ouvido vários questionamentos sobre os principais assuntos que estão presentes em seu dia a dia e essa afirmação tem sido uma das mais frequentes vindas desse público, quando a abordagem feita é direcionada aos relacionamentos familiares.

Não há dúvidas de que ter um lar com pais amorosos e companheiros, é o ideal almejado por muitos e quando há uma ruptura desse padrão, a família tende a se desmoronar e adoecer, mediante todas as mágoas a que é obrigada a se submeter durante o processo de separação e nas etapas que se sucedem, não só para os cônjuges mas também para os filhos e todos os envolvidos nessa relação.

Uma família constituída por apenas um dos pais, vai precisar se esforçar muito mais para manter a integridade e o equilíbrio necessários a paz doméstica, necessitando reinventar novas alegrias nesse relacionamento, pois os relatos de muitos filhos envolvidos em processos de separação, nos levam a grandes reflexões sobre todos os danos emocionais a que são expostos:

“Nós, filhos de pais separados, temos algo em comum: a inveja das crianças que tinham pai e mãe juntos.

Como conseguir ser feliz num futuro que nos parece incerto?

É tão triste não poder ter junto de nós as pessoas que amamos...”

 

As consequências de nossas atitudes com relação ao outro são de nossa inteira responsabilidade. O fim do casamento pode ocorrer, mas não devemos permitir o fim da família. Filhos precisam se sentir seguros e saber que o amor por eles é algo que não vai acabar com fim do casamento.

No livro Sexo e Vida, ditado por Emanuel a Chico Xavier em uma publicação da FEB, podemos encontrar algumas considerações importantes sobre o assunto:

Entre os casais, surge comumente o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afetiva. Criaturas integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a escárnio ou esquecimento. Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação. O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico, detém a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranquila.

É certo que, em alguns casos, a separação é a melhor opção para todos, incluindo os filhos. Um exemplo disso, seriam os casos de violência no lar e comportamentos abusivos entre ambos os parceiros.

Acredito que, em tudo isso, o papel dos filhos possa se tornar muito importante, se se esforçar para aprender a lidar com essa situação da melhor maneira possível. Viver em uma família só com um de seus pais, lhe dará a oportunidade de desenvolver qualidades importantes como compaixão e generosidade, fazendo com que você, filho ou filha, descubra algum tipo de felicidade se der de si mesmo, ajudando sua mãe ou seu pai que cria você sozinho, a criar um ambiente familiar que se torne melhor para todos.

Afinal, não são as circunstâncias que o farão feliz ou infeliz, mas sim a maneira como você as encara e de como se sente a respeito delas.

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