pteneofrdeites
Artigo do Jornal: Jornal Abril 2018

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

Compartilhar -

Escrevo este artigo sob a impressão de um vídeo que vem circulando nas redes sociais, onde o médium baiano Divaldo Pereira Franco se dirige aos jovens. Em suas declarações, ele fala sobre a importância de sabermos amar nossos pais, enquanto pudermos desfrutar de sua companhia e enquanto os temos ao nosso lado. 

Segundo ele, mesmo que por algum motivo os pais não correspondam a esse amor, devemos amá-los com toda intensidade e com todo respeito que lhes é devido, pois eles são os nossos grandes tesouros.

Cita Divaldo uma situação ligada à sua vida pessoal. Tendo sua mãe 43 anos quando engravidou dele, que é o décimo terceiro filho, ela foi aconselhada pelo médico a abortar, porque corria sério risco de vida. Movida pelos seus ideais de mãe extremosa, apesar de não possuir nenhum tipo de cultura, segundo ele mesmo nos diz, resolveu deixar a gravidez seguir seu curso, dizendo ao médico que preferia morrer se fosse para dar a sua vida a outro ser.

O que a Doutrina Espírita nos fala sobre esse amor? Aprendemos que a maternidade é um compromisso extremamente importante, porque ao se gerar um filho se firma um compromisso perante as Leis de Deus, oferecendo a esse ser que reencarna a oportunidade para que possa evoluir, e para uma caminhada de novos aprendizados onde os pais são os responsáveis por tudo aquilo que lhe for transmitido.

Na pergunta 890 de O Livro dos Espíritos, os espíritos disseram a Kardec que o amor maternal é uma virtude ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais: “— É uma coisa e outra. A Natureza deu à mãe o amor pelos filhos, no interesse de sua conservação; mas, no animal, esse amor é limitado às necessidades materiais: cessa quando os cuidados se tornam inúteis. No homem, ele persiste por toda vida e comporta um devotamento e uma abnegação que constituem virtudes; sobrevive mesmo à própria morte, acompanhando o filho além da tumba. Vedes que há nele alguma coisa mais do que no animal”.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. IV, item 13, podemos encontrar também: “Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. Não são os da consanguinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de ideias, os quais prendem os Espíritos antes, durante e depois de suas encarnações. Segue-se que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem então atrair-se, buscar-se, sentir prazer quando juntos, ao passo que dois irmãos consanguíneos podem repelir-se, conforme se observa todos os dias: problema moral que só o Espiritismo podia resolver pela pluralidade das existências”.

Podemos então encarar a vida na terra como um grande projeto educacional, onde estaremos todos juntos, pais e filhos, aprendendo a ser melhores, e o amor a nossos pais, aqueles que nos permitiram a vida, deve vir em primeiro lugar.

Compartilhar
Topo Cron Job Iniciado