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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2018
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Franek Kluski, um excelente médium polonês, entre os anos de 1920 e 1921 foi estudado pelo Instituto Metapsíquico Internacional. Os principais fenômenos observados durante essas experiências foram materializações sobre o médium, apenas a imobilização das mãos, o que parecia inteiramente desnecessário uma vez que Kluski, enquanto trabalhava, se mantinha completamente imóvel. O doutor Gustavo Geley, que participou destas experiências, nos faz um relato delas bastante interessante.

Sentia-se, segundo Geley, ao se iniciar a sessão, um forte odor de ozônio que se instalava no ambiente no começo da sessão e desaparecia quando os fenômenos se iniciavam. Via-se, então, uma luminosidade bastante fraca e vapores levemente fosforescentes como se fosse um nevoeiro que flutuasse em redor do médium, principalmente, evolvendo-lhe a cabeça. Logo em seguida, apareciam clarões que se assemelhavam a focos de condensação. Essas manifestações eram numerosas, mas duravam pouco tempo.

Terminada essa parte, aconteciam as materializações propriamente ditas. Viam-se então mãos e semblantes perfeitamente contornados. As formas, em geral, apareciam em tamanho natural e ficavam por trás e ao lado do médium, que prosseguia imóvel. As figuras ocupavam um lugar mais alto do que a cabeça de Franek e da dos espectadores. Eram, em alguns casos, cabeças de seres humanos, mas que não possuíam corpo. Em algumas circunstâncias, experimentadores contaram que chegaram a ver o busto e membros de algumas dessas formas. Um fato, porém, muito estranho, se deu nessas sessões: alguns desses fantasmas, parecendo reconhecer que a luminosidade do ambiente era muito fraca, tomavam um pilão e o aproximavam bastante de seus rostos, como se quisessem, desse modo, favorecer o exame dos experimentadores. Não raro, também, os rostos se apresentavam luminosos por si mesmos. Geley, admirado, nos diz que aqueles olhares (dos fantasmas) eram muito agudos e vivos, parecendo fixar nos experimentadores como se eles fossem observadores humanos.

As materializações conseguidas através da mediunidade de Kluski eram notáveis: são rostos admiravelmente formados, ali um jovem, mais além, uma cabeça cujos cabelos estão escondidos por um véu, acolá, um rosto masculino com bigodes finos, mais para a esquerda o rostinho da menina de nariz arrebitado.

Tudo isso escandalosamente, realizado frente a pessoas idôneas acostumadas com fraudes mediúnicas mais variadas. Geley se espantou com o rosto de uma velha desdentada que trazia um lenço amarrado a testa com dois nós. Os espíritos se manifestavam através de Kluski, deixam-se fotografar e ser tocados. Parece que desejavam dizer: “Olhem bem, nós estamos aqui, a morte não existe”. Geley ficou entusiasmado e, sem perder o espírito crítico, confirmou que aquelas aparições eram autênticas. Se eram espíritos, ele não sabia, porém, não era coisa alguma que na Terra se incluísse na normalidade dos fenômenos corriqueiros e muito menos uma fraude.

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