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Artigo do Jornal: Jornal Maio 2018
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Este ano, além do movimento espírita celebrar os 150 anos de lançamento da obra “A Gênese”, também comemoramos os 160 anos de Revista Espírita, cujo conteúdo, durante 11 anos e 04 meses (janeiro de 1858 a abril de 1869), ficou sob a responsabilidade do nobre Codificador, Allan Kardec.

Na introdução da Revista Espírita consta que ela seria uma tribuna, onde haveria discussões saudáveis em torno de variados temas, mas não haveria disputa (janeiro de 1858), porque Allan Kardec sempre deixou claro que o pensamento espírita não deveria ser imposto a ninguém.

Sobre a sua finalidade, Allan Kardec ainda fez constar que a Revista Espírita seria o complemento e o desenvolvimento de suas obras doutrinárias, acrescentando que sua forma periódica permitiria a introdução de mais variedades e registraria a atualidade, bem como anotaria as diferentes fases de progresso da ciência espírita e permitiria a inserção de teorias novas  que somente poderiam ser aceitas após a sanção do controle universal dos ensinos dos espíritos (novembro de 1864 – “periodicidade da Revista Espírita”).

Como complemento e desenvolvimento das obras básicas, verificamos que diversos textos que constam dessas obras foram publicados previamente na Revista Espírita, para que se pudesse notar a reação e as eventuais dúvidas dos leitores, assim como para aguardar se haveria alguma mensagem espiritual a respeito dos temas em foco, com o escopo de aperfeiçoamento dos textos que fariam parte das obras básicas.

Allan Kardec também demonstrou ser um homem do seu tempo, porque estava atento aos fatos que ocorriam à época, tanto que em diversas ocasiões, na Revista Espírita, analisou fatos reais, livros que eram publicados, artigos publicados na imprensa etc., e fazia uma abordagem à luz da veneranda Doutrina Espírita, que, na sua lucidez e por revelar a existência do mundo espiritual e a relação dos espíritos com os encarnados, sempre enriquecia e esclarecia os temas selecionados.

Assim sendo, não podemos deixar de realçar a abundância de informação que há na Revista Espírita, servindo de base para o enriquecimento do nosso conhecimento doutrinário, a fim de que possamos permanecer fiel a Kardec, não permitindo que ideias estranhas ao Espiritismo possam contaminar o Consolador Prometido.

O autor é magistrado no Estado de São Paulo, faz parte da ABRAME – Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas, palestrante e escritor espírita, com vários artigos publicados na revista “Reformador” da FEB e 06 obras publicadas pela Editora Fráter.

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