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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2018

Sobre o autor

Fátima Moura

Fátima Moura

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       Um artigo publicado há alguns dias, nas redes sociais, apontou que mais de 30 mil pessoas se suicidaram no Japão ao longo de doze anos. Pesquisadores fizeram uma análise do período compreendido entre 1998 e 2010 e apuraram que cerca de 20% dos suicídios se devem a motivos econômicos e 60% a motivos relacionados com a saúde física e a depressão, conforme recente pesquisa do governo.

       O assunto foi amplamente abordado por Dom Isao Kikuchi, bispo japonês, em artigo divulgado pela agência AsiaNews, que chamou a atenção da população sobre tão trágico episódio.

       Segundo ele, o drama se tornou mais visível a partir do ano de 1998, “quando diversos bancos japoneses se declararam falidos, a economia do país entrou em recessão e o tradicional ‘sistema de emprego definitivo’ começou a colapsar”.

       As consequências dessas ações se fizeram sentir ao longo desses doze anos seguintes. Uma média superior a 30 mil pessoas tirou a própria vida num país considerado rico e portador de tecnologia avançada. O número é cinco vezes maior que o de mortes provocadas anualmente por acidentes nas rodovias.

       E o bispo complementou: muita riqueza, tecnologia e… vazio na alma!

       Aqui no Brasil, os números também são alarmantes. Um estudo, parte de um extenso programa de prevenção ao suicídio da Organização Mundial da Saúde (OMS) em várias partes do mundo, ajuda a compreender o fenômeno. O projeto envolveu um inquérito em nove cidades dos cinco continentes – no Brasil, foi em Campinas (SP), com 515 pessoas. A pesquisa identificou que, ao longo da vida, 17% das pessoas haviam pensado seriamente em suicídio, 5% tinham chegado a elaborar um plano para tanto e 3% efetivamente haviam tentado se matar.

       Segundo Robert Gellert Paris, presidente do Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio 24 horas pelo telefone, “Quem pensa em suicídio está passando por um sofrimento psicológico e não vê como sair disso. Mas não significa que queira morrer. O sentimento é ambivalente: a pessoa quer se livrar da dor, mas quer viver. Por dentro, vira uma panela de pressão. Se ela puder falar e ser ouvida, passa a se entender melhor.”.

       As pessoas que convivem com alguém que se mostra propenso ao suicídio, se enganam ao pensar que ameaças são métodos de manipulação. Encare como um pedido de socorro. “Muitas pessoas que se matam dão previamente sinais verbais ou não verbais de sua intenção para amigos, familiares ou médicos, dizem psicólogos e psiquiatras consultados sobre o assunto. 

       No dia 22 de abril passado, o médium baiano Divaldo Pereira Franco realizou, a convite do MAP, Movimento de Amor ao Próximo, no Km de Vantagens Hall (Metropolitan), um Seminário beneficente cujo tema foi “Depressão e Suicídio” (O que o Espiritismo pode fazer para ajudar a combater).

       O Espiritismo pode ajudar, e muito. Saber que somos espíritos imortais e que não morreremos jamais, que podemos sim, aprender a melhorar as nossas dificuldades do passado, pode ser um grande passo para a valorização das nossas vidas.

       Jovem, fica aqui um pedido: se se sentir triste, solitário, deprimido, não tenha vergonha ou medo por pedir ajuda. Não desista! Seus mentores e os muitos amigos espirituais que foram designados a ajudar você, estão apenas esperando essa sua decisão para começar a apaziguar sua alma e a tratar de suas feridas interiores.

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