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Artigo do Jornal: Jornal Junho 2018

Sobre o autor

Itair Ferreira

Itair Ferreira

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No ano de 1783, Antoine Lavoisier, considerado o “pai da química moderna”, após descobrir o oxigênio, afirmou: “Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”.

A sabedoria do I Ching ensina que tudo é mutação. Heráclito, no século VI a.C., sustentava que a mudança é a única coisa permanente no universo.        

Tudo se renova em todos os reinos, num ciclo constante de progresso. Não há morte, só há vida! 

Diz Emmanuel: “A escala do progresso é sublime e infinita. O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade.” (1)

As Entidades sublimadas em resposta ao insigne Codificador, definiram: “Tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”. (2)

Léon Denis, coadjuvante de Allan Kardec com a parte filosófica, explica: “Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.” (3)

“O Espiritismo acentua: Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a lei.” (4)

Além da destruição do corpo que retorna à matéria no processo de mutação, a alma e o perispírito (corpo espiritual), continuam sua evolução, não são destruídos. Conservam a sua individualidade.

Hoje, já existe a comprovação, em laboratório, do corpo espiritual. Após as descobertas da aura, no ano de 1939, pelo casal Kirlian (Semyon Davidovich Kirlian e Valentina Chrisanfovna Kirlian), na Universidade de Alma-Ata, na URSS, o corpo bioplásmico foi comprovado em laboratório pelos pesquisadores, Dr. V. Invushin, V. Grishchenko, N. Vorobev, N. Shouisski, N. Fedorova e F. Gibadulin, no ano de 1968,  que anunciaram: “Todas as coisas vivas possuem não só um corpo físico, constituído de átomos e moléculas, mas também um corpo energético equivalente, a que dão o nome de corpo do plasma biológico”. (5)

Viajamos para lá e para cá, ora no corpo, ora em Espírito, como viajores do Cosmo, em nossa necessidade de mudança determinada pela lei do progresso, com as possibilidades adquiridas por nós mesmos, pois “a cada um será dado segundo as suas obras”, no livre-arbítrio concedido por Deus à alma imortal.

A morte é a “passagem” para a vida verdadeira, que é a vida do Espírito. Ninguém dela escapa, todos iremos morrer. Entretanto, sofremos com a perda de um ente querido, principalmente se é uma morte súbita ou inesperada. É uma experiência trágica, como esclarece o sábio e bondoso Espírito Emmanuel: “Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio”. (6)

Os ensinamentos do Espiritismo são muito gratificantes, pois aliviam e consolam as dores da alma, com suas orientações, de que morrer não dói e que, ao desencarnarmos, encontraremos imediatamente com os nossos afeiçoados, de acordo com a lei de atração. (7)

 

A vida após a morte é tão real e tão aceita pelo ser humano que até os tribunais têm julgado válidas as cartas dos mortos por acidente com armas de fogo, inocentando os réus.

“Desencarnar é mudar de plano, como alguém que se transferisse de uma cidade para outra, aí no mundo, sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores.” (8)

A Dra. Elisabeth Kübler-Ross, médica psiquiatra suíça, pioneira na investigação da morte, descreveu a tanatologia, o estudo científico da morte, acompanhando o processo do doente terminal, afirmando com esperança: a morte não existe.

Ela conta a sua experiência com os pacientes, em vários livros, editados em português: A Roda da Vida, Sobre a Morte e Morrer, Viver Até Dizer Adeus, Perguntas e Respostas Sobre a Morte e Morrer e, por fim, Morte: Estágio Final da Evolução. Nestes livros, ela conta que aprendeu muitas lições no trato com os pacientes. Todavia, ela afirma, que a grande lição que recebeu e gravou no foro íntimo, foi: “VIVA, de modo que ao olhar para trás não precise dizer: Deus, como desperdicei minha vida!”. (9)

A morte na Terra, no estágio em que nos encontramos, é necessária para a renovação da vida. Diz Paulo de Tarso, o convertido de Damasco: “O último inimigo a ser destruído é a morte”, mas, “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”.

Portanto, vivamos com dignidade, sob a égide da caridade! Aproveitemos cada segundo dos oitenta e seis mil e quatrocentos segundos, de que se compõe um dia, para que a nossa existência seja, aqui ou em qualquer lugar, uma bênção divina a clarear as nossas vidas. Conforme frase atribuída ao Confúcio, seja assim a nossa “morte”:

“Quando nasceste todos sorriam, só tu choravas. Vive de tal forma que quando morreres, todos chorem e só tu rias”.

Muita paz!

 

     Notas bibliográficas

1 – O consolador, Emmanuel, Francisco C. Xavier, questão 79, Feb.

2 – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questão 540, Feb.

3 – O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis, página 123, Feb.

4 – Justiça Divina, Emmanuel, Francisco C. Xavier, página 84, Feb.

5 – Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro, Sheila Ostrander e Lynn Schroeder, pág, 236, Editora Cultrix.

6 – Religião dos Espíritos, Emmanuel, Francisco C. Xavier, pág. 153, Ante os que partiram, Feb.

7 – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, questões: 155, 160 e 165, Feb.

8 – O Consolador, idem, ibidem, questão 147, Feb.

9 – Morte: Estágio Final da Evolução, Elisabeth Kübler-Ross, pág. 24, Nova Era.

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